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Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir romance Capítulo 497

Diana Batista e Djalma Batista ficaram com o rosto sombrio, lançando um olhar furioso para Ana Rocha.

— Pare de falar bobagens — disse Diana, tentando conter a raiva.

Ana Rocha, ainda chorando, insistiu mais uma vez:

— Eu não estou inventando nada. Todos os executivos do Grupo Batista que estavam presentes ouviram. O vovô disse que jamais perdoaria... E também falou que ver irmãos brigando entre si é uma maldição, que traria desgraça para todos... Enfim, ele estava realmente muito furioso naquele momento.

O semblante de Djalma Batista se tornou ainda mais carregado. Ele deu um passo para trás, instintivamente. Todos os jornalistas presentes ficaram chocados, observando atentamente Djalma e Diana Batista.

O fato de o patriarca da família Batista ter sido tão duro com o próprio filho alimentava as especulações do público. Agora, com as revelações de Ana Rocha, mesmo sem dizer abertamente, ela direcionava as suspeitas para Djalma Batista, sugerindo que ele poderia ser o verdadeiro responsável pela morte dos pais de Ana Rocha.

— Eu também gostaria que tudo não passasse de um mal-entendido do vovô. Espero que, no dia em que a verdade vier à tona, o tio e Diana possam ir juntos prestar homenagens ao vovô — disse Ana Rocha, com a voz embargada, mostrando seu caráter diante dos jornalistas.

Não era ela quem impedia Diana e Djalma Batista de entrarem na família Batista; era o próprio patriarca quem não permitia.

— Ana Rocha, pare de inventar coisas! Meu pai... — Diana tentou argumentar, dominada pela raiva.

Ana Rocha a interrompeu, olhando diretamente para ela:

— Diana, todos sabem que o passado do tio não é dos mais honrosos. Ele é fruto de um relacionamento que a antiga empregada da família forçou a ter. Mesmo assim, o vovô os acolheu e assumiu a responsabilidade de criá-los. Além do mais, o tio sempre deixou claro que jamais cobiçaria os bens da família Batista, não foi?

Imediatamente, todos os jornalistas voltaram suas atenções para Diana e Djalma Batista.

A origem de Djalma Batista era realmente um tema delicado. Se fosse apenas um filho fora do casamento do patriarca, o escândalo não seria tão grande.

O rosto de Djalma tornava-se cada vez mais sombrio. Ele lançou um olhar mortal para Ana Rocha e saiu do local, tomado pela fúria.

Diana Batista também a olhou, furiosa:

— Ana Rocha, sua sorte não vai durar para sempre. Se Ramon Domingos se recusar a se casar com você, quero ver como você vai se manter no Grupo Batista.

Dito isso, Diana saiu furiosa.

— Sério que não importa? Mesmo que você não ligue, ainda assim era seu direito. Agora ainda querem que você se case com a Ana Rocha, será que o vovô só queria te usar? Amarrar você à Ana Rocha através do casamento, como se fosse uma obrigação... — Luana dizia, observando Ramon, tentando captar sua reação. — Ramon, você realmente vai se casar com a Ana Rocha? Fazendo isso, você vai ficar para sempre atrelado ao Grupo Batista, vai passar a vida toda trabalhando para eles.

— Ainda estou pensando... — respondeu Ramon, desviando o olhar. — Se eu sair do Grupo Batista, não tenho muitos contatos ou oportunidades que possam sustentar minhas ambições.

Luana ficou ainda mais ansiosa.

— Ramon... Se você não se casar com a Ana Rocha, eu posso te ajudar a encontrar alguém que reconheça seu talento!

Ela estava desesperada. Não podia deixar que Ramon se casasse com Ana Rocha; caso isso acontecesse, ele estaria permanentemente preso ao Grupo Batista.

Luana sabia que precisava agir rápido e entrar em contato com o chefe, para ver se ele estaria disposto a trazer Ramon para o grupo deles.

Ramon Domingos era realmente um talento, e o chefe sempre acreditou no potencial dele. Mas, por lealdade ao patriarca, Ramon nunca quis deixar o Grupo Batista. Agora, com a morte do vovô, se Ramon não quisesse ser amarrado para sempre àquela família, só restava buscar novas oportunidades.

Luana sorriu consigo mesma. Se Ramon aceitasse o convite do chefe... Ela seria reconhecida como a pessoa que trouxe Ramon para o novo grupo.

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