Luana Viana acabou comemorando seu aniversário sem a presença de Ramon Domingos.
Sentada no lugar de destaque, Diana Batista ergueu os cantos dos lábios em um sorriso irônico.
— Não disseram que Ramon Domingos viria? Pelo visto, sua influência não vale grande coisa, não é mesmo?
Diana Batista estava de ótimo humor. Embora se considerasse mais nobre que Luana Viana, o fato de Luana sempre falar sobre Ramon Domingos na sua frente a irritava profundamente, sem que ela mesma soubesse explicar o motivo.
Desde a infância, Diana mantinha sentimentos extremamente complexos por Ramon Domingos. Ela desprezava aquele rapaz, criado praticamente como um cãozinho da família Batista, mas, ao mesmo tempo, desejava que os olhos dele vissem apenas nela a única dona.
Infelizmente, Ramon Domingos não pertencia a ninguém, a não ser à verdadeira neta preferida do vovô Gabriel, Helena Batista.
Diana soltou uma risada contida. Sim, já sentira inveja de Helena Batista, mas, enquanto ela não fosse encontrada, o que Diana invejava era apenas uma posição.
Já Luana Viana era diferente: filha de um mordomo, como ousava sequer sonhar em se aproximar do reservado e encantador Ramon Domingos? Era ridículo.
O rosto de Luana Viana também não estava nada bom. Apesar de agir em conluio com Diana Batista e de reconhecer que sua ascensão só fora possível graças à ajuda dela, Luana não suportava aquele ar de superioridade de Diana, como se fosse a verdadeira senhora da casa — quando, na verdade, não passava de filha bastarda.
E ainda tinha a audácia de se portar como uma princesa...
No auge da satisfação de Diana, a porta da sala privativa se abriu e, de repente, cerca de uma dúzia de pessoas entrou, todas segurando buquês de flores, um bolo de aniversário, e presentes luxuosos de edição limitada.
— Senhorita Luana Viana, foi o Diretor Ramon Domingos que nos pediu para vir celebrar seu aniversário. Estes são os presentes que ele enviou. Embora não tenha podido comparecer, fez questão de garantir que os presentes chegassem até você.
Luana Viana ficou boquiaberta, levantando-se imediatamente e olhando, radiante, para os presentes enviados por Ramon Domingos — bolsas, joias e sapatos, todos de sua predileção.
Ela correu para abraçar o buquê, as faces coradas de felicidade.
Um homem tão romântico, quem poderia resistir?
— Nossa, Luana! Você está com tudo, hein? Diretor Ramon do Grupo Batista, nada menos! E dizem que ele é um homem lindíssimo.
— Ouvi dizer que ele é friíssimo, nunca sorri para mulher alguma. Você é a primeira por quem ele se esforça desse jeito. Parece que o romance está no ar, hein?
Dez minutos depois, ele respondeu:
— Que bom que gostou.
Luana não podia estar mais feliz. Recostou-se satisfeita no sofá, pensando: assim que conquistasse o Grupo Palmeira, formaria uma aliança poderosa com Ramon Domingos. Aí sim, veriam se alguém no mundo dos negócios ousaria menosprezá-los!
— Luana, consegui as informações que você pediu... — cochichou um dos seus assistentes, aproximando-se. — Seu pai, de fato, tem uma mulher e um filho fora de casa...
O assistente mostrou o celular para Luana, exibindo as fotos que havia tirado: João Viana com uma mulher, de semblante doce, abraçando um menino de não mais que seis ou sete anos.
De imediato, o rosto de Luana escureceu, suas mãos se fecharam com força.
Seu querido pai, justamente quando o velho da família Palmeira a enviara para a escola, começara a viver, sem pudores, uma nova vida com uma mulher mais jovem, tendo até mesmo um filho com ela.
E pensar que ela ainda acreditava que o pai era apenas um covarde sem ambição...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...