Alguns jovens herdeiros trocaram olhares cúmplices, e logo se levantaram sorrindo para começar a bajular.
— Sr. Samuel!
— Sempre ouvi a Luana Viana falar de você. Não imaginei que fosse tão charmoso! — Um a um, os herdeiros começaram os elogios. Entre eles, Erick lançou um olhar sugestivo para algumas jovens que dançavam próximas.
Imediatamente, algumas das garotas se aproximaram de Thiago Palmeira, trazendo-lhe bebida.
— Sr. Thiago, um brinde a você.
Thiago Palmeira estava pensativo, tentando encontrar uma maneira de se expor um pouco sem perder o controle da situação.
Antes que ele chegasse a uma solução, uma das garotas deixou cair a bebida sobre ele.
— Me desculpe, me desculpe, eu não fiz por querer… — A jovem, quase às lágrimas, pegou um guardanapo e começou a limpar Thiago Palmeira, levantando discretamente a camisa dele para enxugar a barriga.
Thiago era tão ingênuo que, nunca tendo sequer namorado, ficou visivelmente constrangido, corando e se afastando instintivamente.
Para os outros herdeiros, claro, esse era um sinal claro de interesse dele pelas garotas.
Erick se aproximou sorrindo.
— E aí, Thiago, gostou dessa garota? Ela é da academia de dança ali do lado. Curtiu?
Thiago pensou em recusar de imediato, mas ponderou e decidiu que o plano de sedução era o mais fácil de controlar.
Ele poderia lidar com isso depois.
— Se gostar, é só falar, ela pode ficar com você essa noite — sussurrou Erick, vendo o rosto de Thiago corar ainda mais.
— Não fala assim… Se eu realmente gostasse de alguém, teria que conquistar de verdade — saiu quase num sussurro, com o rosto ainda mais vermelho.
A garota encarregada de seduzir Thiago ficou surpresa. Ela conhecia bem aquele grupo de playboys e sabia como eram. Encontrar alguém tão puro quanto Thiago realmente chocava.
— Hahaha! Thiago, você é uma figura! Se gostou, é só aproveitar, não precisa conquistar nada! Vai dizer que vai se responsabilizar por elas? — provocou outro herdeiro, gargalhando.
Thiago não respondeu, apenas tranquilizou a jovem ao seu lado, falando baixo:
— Não precisa ficar nervosa, estou bem.
— Thiago Palmeira, obrigada — Beatriz disse, nervosa, olhando para ele.
Thiago era realmente diferente dos outros, ele sabia respeitar as pessoas.
Mas ela sabia que, enquanto isso, os amigos dele planejavam destruí-lo…
A garota sentia pena de Thiago, mas não podia fazer nada.
— Eu percebi que você não gosta muito desse tipo de ambiente. Da próxima vez que eles chamarem, melhor não ir — Thiago sugeriu, depois de um longo silêncio, ainda sem muita experiência em lidar com situações assim.
Ele nem conseguia fingir ser um cara mal.
— Vamos trocar WhatsApp? Qualquer coisa, pode me chamar — ofereceu Thiago, mostrando o celular.
Ele sabia que estavam sendo observados durante todo o caminho.
— Claro — Beatriz adicionou o contato, hesitando por um momento, mas no fim não disse nada. Sabia que Erick e os outros os seguiam logo atrás.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...