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Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir romance Capítulo 396

—Rafael Serra, eu não vou te ajudar sem motivo algum. Já que decidi te ajudar, você vai ter que pagar o preço correspondente. Espero que você mereça. — Samuel Palmeira olhou para o relógio e se levantou.

Já estava tarde. Ana Rocha ficaria preocupada.

—Samuel Palmeira, está bem claro que você está em uma situação perigosa agora... — Rafael Serra foi atrás dele.

—Se a Ana Rocha ficar do seu lado, com certeza vai acabar se envolvendo. Se realmente acontecer algo com você, eu com certeza vou agir. Mas se a Ana Rocha decidir voltar pra mim, não me culpe por ser impiedoso. — Rafael Serra deixou tudo claro para Samuel Palmeira: ele não desistiria facilmente de Ana Rocha.

Samuel Palmeira ignorou Rafael Serra.

Rafael ainda quis dizer algo, mas Samuel Palmeira já tinha entrado no elevador e simplesmente fechou a porta na cara dele.

Rafael Serra inspirou fundo, frustrado. Para ele, Samuel Palmeira era um completo lunático...

...

Apartamento de Samuel Palmeira.

Ana Rocha estava deitada na cama, esperando há muito tempo. Com Samuel Palmeira demorando pra voltar, ela simplesmente não conseguia dormir.

Agora ela estava até preocupada, percebendo que sua dependência por Samuel Palmeira só aumentava cada vez mais.

Isso levava a um problema sério: se Samuel Palmeira viajasse a trabalho ou chegasse tarde, ela simplesmente ficava sem dormir.

Suspirando, Ana pegou o celular e começou a olhar o Instagram de Samuel Palmeira. O perfil estava completamente limpo, até a foto de perfil era preta...

Um barulho veio da porta.

Ana se levantou de pressa e correu para fora.

Samuel Palmeira tinha voltado. Ele provavelmente sabia que ela ainda não tinha dormido, e por isso trouxe um lanche da noite para ela.

Ana correu e abraçou Samuel Palmeira.

—Ainda acordada? — Samuel Palmeira perguntou, com delicadeza.

—Não consigo dormir. — Ana Rocha não parava de pensar no que Samuel Palmeira dissera. Aqueles que tramaram contra as famílias Batista e Palmeira durante tantos anos certamente não desistiriam agora, nesse momento crucial.

Ainda mais depois da morte do patriarca da família Palmeira e com o patriarca da família Batista cada vez mais debilitado...

O plano de Djalma Batista e da falsa Helena Batista tinha falhado, e quem estava por trás de tudo isso certamente ficaria ainda mais impaciente.

Dizendo isso, Thiago saiu puxando sua mala, em uma cena de total desalento.

—Thiago, por que você não fica lá em casa? — Luana foi atrás dele, oferecendo apoio.

—Não é apropriado. Homens e mulheres, você sabe... Vou ficar em um hotel. Qualquer hotel do Grupo Palmeira está à minha disposição. — O rosto de Thiago Palmeira estava sombrio, claramente aborrecido.

—Não precisa perguntar pro Samuel Palmeira. Se você perguntar, ele só vai inventar desculpas, não adianta nada. — Luana insistia em semear a discórdia. — Só não rompa de vez com ele, isso não vai te trazer nada de bom. Mantenha as aparências, porque ele já fez muitos inimigos, e pode ser que nem dure muito. Você ainda pode tentar disputar a herança do velho.

Thiago Palmeira parou, olhando para Luana Viana.

—Obrigado.

Luana sorriu.

—Agradece nada. O velho confiou em mim pra cuidar de você. Tenho que honrar a confiança dele.

O táxi de Thiago Palmeira chegou. Ele entrou no carro e partiu. Quando Luana sumiu de sua vista, Thiago pegou o celular e mandou uma mensagem escondido para Samuel Palmeira:

—Samuel, apareceram pessoas dizendo que estavam a seu mando para recolher e checar os bens. Acabaram me expulsando daquela casa.

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