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Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir romance Capítulo 386

— Você consegue se divorciar da Ana, Samuel Palmeira? — perguntou Rafael Serra, com um olhar carregado de intenções.

— Continue sonhando — respondeu Samuel Palmeira, virando-se para sair.

Rafael Serra respirou fundo, voltando a falar:

— Eu sei que você não vai se divorciar. Só preciso que colabore comigo para eu conquistar tudo o que quero.

— Por exemplo? — Samuel Palmeira virou-se e encarou Rafael Serra.

— Como, por exemplo, as ações e o controle real do Grupo Serra — murmurou Rafael Serra, a voz baixa e firme.

Samuel Palmeira arqueou a sobrancelha.

— Tudo bem.

...

Grupo Serra.

Josué Serra, com sua postura arrogante, conduzia Mariana Domingos pelo corredor em direção ao elevador. Rafael Serra acabava de sair do elevador nesse momento.

Josué Serra não demonstrou o menor interesse em dar passagem para Rafael Serra, ostentando seu ar prepotente.

— Ora, Mariana, veja só quem temos aqui... É o Presidente Rafael! Ou melhor, talvez nem devêssemos chamá-lo assim, já que logo ele não será mais presidente coisa nenhuma deste grupo.

Josué Serra acabara de sair da sala de Salvador Serra, onde ouvira que, caso Rafael Serra não conseguisse garantir o investimento de Samuel Palmeira, seria expulso do Grupo Serra. Josué já se adiantava, celebrando antecipadamente.

— Cai fora — ordenou Rafael Serra, voz baixa, exigindo passagem.

Mariana Domingos, um pouco receosa diante de Rafael Serra, tentou sair da frente do elevador, mas Josué Serra a segurou com firmeza.

— Medo de quê? Somos nós que vamos subir. Por que deveríamos sair do caminho?

Com altivez, Josué Serra olhou para Rafael Serra.

— Rafael, você sempre achou que era melhor do que nós só porque é filho legítimo, não é? Pois quero ver até onde seu título de filho legítimo vai te levar!

Com um baque surdo, Rafael Serra não perdeu tempo com discussões: desferiu um chute certeiro em Josué Serra, lançando-o para longe.

Mariana Domingos soltou um grito, assustada.

Hadassa se mostrou contrariada.

— Salvador, o que significa isso?

— Ele está mandando você sair — respondeu Rafael Serra, sentindo a paciência se esgotar diante da falta de compostura dos dois.

Antigamente, ao ver Samuel Palmeira perder o controle, Rafael achava que o outro não tinha educação. Agora, ele mesmo sentia vontade de mandar às favas toda a polidez — não fazia sentido manter boas maneiras diante de pessoas tão desavergonhadas.

— Salvador... — Hadassa ameaçou chorar, magoada.

Salvador Serra, que dependia de Rafael naquele momento, apenas franziu o cenho para Hadassa.

— Por favor, saia um instante.

Resmungando, Hadassa se levantou e deixou o escritório.

— E então, como está o andamento das coisas? — perguntou Salvador Serra, ajeitando o paletó.

— Samuel Palmeira se interessou pelo projeto que propus — respondeu Rafael, voz grave. — Mas impôs uma condição: não trabalhar com você. Afinal, depois que ele sequestrou Josué, Josué imediatamente contou para Samuel que foi você quem mandou ele fingir que estava morto.

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