Massimo, Diana e Adele chegaram em casa, a pequena Adele chegou exausta, seu dia fora de casa tinha sido longo e cansativo. Para Massimo, passar tempo com a neta enchia seu coração e acalmava a angústia do que estava por vir.
Laura ouviu a chegada do pai e imediatamente saiu do quarto para vê-lo.
— Papai? — Perguntou Laura ao entrar no quarto de Adele.
— Minha menina, pensamos que você já estava dormindo, então não quisemos te acordar e trouxemos Adele para o seu quarto.
— Não se preocupe, está tudo bem, ela pode ficar aqui, além disso, já está muito dormindo para movê-la de novo, só vou levar o monitor.
— Como foi com aquele rapaz?
— Bem…
— Laura…
— O que foi, pai?
— Eu te conheço e sei que esse "bem" significa muitas coisas. Só quero que saiba que, se decidir perdoá-lo e voltar com ele, eu não ficaria bravo, mas, mesmo assim, gostaria de falar com ele.
— Pai, o que te faz pensar essas coisas? Eu não quero, nem penso em voltar com ele, é só que as coisas saíram um pouco do controle…
— Como assim? O que isso quer dizer?
— Bom, digamos que talvez haja alguém que eu tenha irritado… — Disse Laura, olhando para o chão.
— O que aconteceu, Laura?
— Vamos para a cozinha e eu te conto enquanto preparo um café do jeito que você gosta… — Disse Laura, sorrindo.
— Certo, vamos, mas isso me parece chantagem… E você sabe disso, não é?
— Claro que não… É só que eu prefiro te contar tudo enquanto você está relaxado…
— Laura…
— Anda, vamos! — Disse, enquanto pegava o monitor e saíam do quarto.
Laura estava com um nó no estômago, ela preferiria não contar nada do ocorrido, mas sabia que Alice possivelmente não deixaria o assunto em paz. Ela teve parte da tarde e noite para pensar, preferia que o pai não tivesse uma surpresa, então decidiu contar apenas sobre o incidente de hoje.
— Certo, já estamos na cozinha. Você vai me contar o que está acontecendo? — Disse Massimo, um tanto intrigado com a situação.
— Ok… — Disse Laura, soltando um suspiro enquanto colocava uma chaleira com água e canela para ferver.
— O que aconteceu? Por acaso o homem se comportou mal com você?
— Ele não, com ele eu tive uma conversa tranquila e expus minhas condições para que pudesse ver a minha menina, mas o problema surgiu quando a esposa dele chegou.
— Ele é casado?
— Eu não tinha te dito?
— Acho que não… Eu me lembraria…
— Bom, ele se casou há algum tempo, foi na época em que estávamos fora do país.
— Ah, entendi!
— A esposa dele é da família Giorgi, o nome dela é Alice, Alice Giorgi. Ela foi minha colega no colégio de onde você me mudou…
— Hum… Entendi… — Massimo não disse mais nada, mas soube que algo devia ter a ver com o motivo pelo qual ela saiu, já que a filha estava relutante em falar sobre isso. — O que aconteceu?
— Ai, pai! Eu não sei o que me deu, só sei que ela começou a dizer muitas coisas sobre a minha filha e isso me irritou… Acho que perdi o controle…
— Você perdeu o controle?
— Sim… Eu dei um tapa nela e depois a ameacei…
— Laura! Onde estava Benson?
— Ele chegou, não o culpe, mas acho que nem ele conseguiu me controlar… De verdade, eu fiquei furiosa com a forma como ela se dirigiu à minha filha… Pai, eu disse muitas coisas, mas você sabe bem que eu não seria capaz de fazer mal a ninguém. Bom, sim, eu só puxei um pouco o cabelo dela, mas nada mais.
Massimo olhou para a filha, ela parecia realmente preocupada e assustada. Definitivamente, Laura não era mais a garotinha tímida que se aproximou dele há pouco mais de um ano. Esta menina estava amadurecendo, não era mais a sua garotinha, agora era uma mocinha que, pouco a pouco, iria aprendendo.
— Senhor Giorgi, bom… Como eu digo? — Disse a governanta, nervosa.
— Diga como é, Hilda… — Disse o homem, energicamente.
— Senhor, só sabemos que a patroa chegou e começou a jogar tudo no chão, ouvimos uma briga típica das que o senhor e a senhora sempre têm. Ela nos proibiu de intervir, mas desta vez, o senhor teve que ser levado para a emergência… — Disse Hilda, preocupada.
— Como assim, para a emergência? — Disse o ancião, surpreso.
— Sua neta o machucou. A única coisa que sei é que o senhor chegou à cozinha e sua neta o seguia, mas o homem estava sangrando na cabeça.
— Como diabos nunca me contaram nada disso? — Disse o ancião, preocupado.
— Senhor… Sua neta nos proibiu de dizer qualquer coisa sobre o que acontece nesta casa.
— Esta não é a primeira vez?
— Receio que não, senhor… A senhorita Alice, quando se zanga, pode ficar realmente agressiva e em várias ocasiões machucou o senhor, mas nenhuma como esta.
— Meu Deus! Preciso falar com meu filho. Eu sabia, essa maldita pirralha sempre teve permissão para fazer a sua santa vontade e ultrapassou os limites. Diga-me uma coisa, Hilda, você sabe se o marido dela alguma vez encostou a mão nela?
— Não, senhor, na maioria ou em todas as ocasiões, foram agressões dela contra ele… Mas nós não podemos nos meter… — Disse Hilda, preocupada.
— Hilda, mande alguém limpar toda a bagunça e as obras de arte, diga para colocarem na minha caminhonete, o motorista está lá fora. Essa pirralha não sabe o valor de tudo o que tem aqui, não trabalha e só recebe os dividendos que acha que merece por nascimento, mas isso acabou… — Disse o ancião, pensando e falando em voz alta.
— Sim, senhor! O senhor vai esperar os patrões voltarem?
— Sim, Hilda, por favor, me sirva café, esta será uma longa noite.
— Sim, senhor! Volto em um momento com ele.
O ancião caminhou até o escritório que era de Adrien, sentou-se na cadeira atrás da escrivaninha e observou a longa fila de papéis, surpreendeu-se ao perceber que o rapaz estava estudando, todos os arquivos ali mostravam que o homem estudava finanças e economia.
Giuseppe Giorgi era um bom homem, mas sua família era o resultado de nascer em berço de ouro, então poucos de seus membros eram dignos de admiração. Tal como já pensava antes, Alice não era uma delas, embora, pelo que notava, o marido, bem que poderia ser quem deveria assumir as rédeas do negócio da família.
Cansado do dia e da vida, suspirou e esperou que sua neta e seu marido chegassem em casa.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus