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Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus romance Capítulo 709

Depois da longa conversa entre Laura e Magnus, este foi ao escritório de Massimo, procurou um número e então ligou.

— Giuseppe Giorgi… — Disse Magnus ao telefone.

— Magnus? Que milagre! É uma ligação surpreendente! — Disse uma voz rouca do outro lado da linha.

— Quem dera dissesse o mesmo, mas não… Tenho um assunto pendente que gostaria de tratar com você. — Disse Magnus em um tom realmente sério.

— Diga, Magnus. Sou todo ouvidos. — Disse a voz um pouco nervosa.

— Nos vemos em 30 minutos no lugar de sempre.

— Certo, te vejo lá.

Laura, depois de conversar com o avô, sentiu que havia tirado um peso das costas. Ela nunca havia tocado no assunto do bullying que sofria na escola.

Havia mencionado pequenos fragmentos, mas por alguma estranha razão, Laura se abriu com Magnus e o homem apenas a escutou e a fez sentir compreendida.

Laura entrou no banheiro, mergulhou na banheira, aproveitando que Adele não estava em casa. Passou pelo menos uma hora ali, até que a água esfriou.

Enquanto isso acontecia, várias peças se moviam. Por um lado, os serviços de emergência iam para a casa dos Bianchi e Giorgi, levantavam o jovem Adrien e o levavam para a emergência.

Felizmente, após vários exames e pelo menos oito pontos na cabeça, o homem não corria perigo. Tinha sido um grande golpe, ele precisava repousar e não fazer esforços, o que o deixou pensativo.

Embora tivesse se casado por compromisso, ele realmente tentou. No início, Alice era uma garota muito apaixonada por ele; no entanto, bastou saber que ele teve Laura Pellegrini como namorada para que tudo aquilo acabasse.

Durante o ano de casamento, esse tipo de cena era constante. Ele ria de si mesmo, pois quando era mais jovem, jamais teria permitido que uma mulher o tocasse, mas, neste caso, a situação era diferente.

Alice contava com todo o apoio familiar dos Bianchi, já que eles haviam investido grandes somas de dinheiro para impedir que a má administração dos Bianchi fizesse o negócio da família despencar.

Adrien devia muito à sua família e, não só a eles, mas também aos Giorgi, então, sem outra alternativa, aguentava os constantes desdéns e humilhações da mulher.

Embora em algum momento tivesse se arrependido do que aconteceu com Laura, ele a procurou, mas nunca a encontrou. Durante todo o tempo da gravidez, nunca perdeu a esperança de vê-la, pedir perdão e buscar uma maneira de ser digno disso.

O tempo passou, ele se casou e o resto era história, uma história que mudou quando ele viu Adele pela primeira vez.

— Magnus D’Angelo… O que te traz por aqui? — Perguntou um homem já mais velho, um pouco nervoso.

— O assunto é muito simples… — Disse Magnus, sem rodeios.

— Sério? — Perguntou o homem com grande incerteza. — Por que não acredito?

— Trata-se da sua neta e da minha neta. — Disse Magnus, seriamente.

— Por acaso você tem uma neta? Pelo que sei, você não tem… — Disse Giuseppe, surpreso.

— Não sinta muito, minha neta não tem culpa se seu filho ou filha não souberam impor limites. Mas de uma coisa eu tenho certeza, Giuseppe Giorgi. Se ela cruzar o caminho da minha filha, as coisas não ficarão nada boas para você e toda a sua família.

Aliás, sei que vocês estão com um pouco de dificuldade com o negócio da família, não é? Ajude-me a te ajudar, não me deixe agir e afundar o seu pequeno negócio familiar, pois se sua neta tiver a ideia de tomar qualquer atitude contra a minha, a amizade que você e eu temos vai acabar e suponho que você não queira isso.

— Eu te digo, amigo, eu não estava a par desse assunto, lamento muito não ter sabido antes. Peço desculpas em nome da minha família e você deve saber que não permitirei que isso passe despercebido.

— Bom, é o que espero… Porque sua neta e a minha tiveram um desentendimento hoje. O suposto marido da sua neta, você deve saber, é o pai do meu bisneto e minha menina decidiu incluir o homem na vida da filha, mas sua neta está em conflito com isso.

Não estou pedindo que você salte de alegria, mas estou pedindo que a mantenha na linha.

— Magnus, você sabe bem que, acima de tudo, minha família nunca gostaria de ter problemas com a sua. Sabemos em que posição estamos e se essa menina nos causar problemas, posso garantir que tomaremos medidas para contê-la.

— Certo, espero que tenha ficado claro que não aceitarei bobagens da sua neta.

— Tudo me está muito claro e sei do que você é capaz, então relaxe, eu tomarei conta do assunto.

— Obrigado, Giuseppe Giorgi!

Magnus, sem mais o que falar com aquele homem que se mostrava pálido diante da horrível situação que poderia estar por vir, entrou no carro e dirigiu direto para casa.

Giuseppe Giorgi sabia que aquelas palavras não deveriam ser ignoradas, então, antes de voltar para casa, decidiu ir ver aquela neta incômoda.

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