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Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus romance Capítulo 702

Assim que Marco se despediu, Valeria trouxe o carrinho com os bebês ao lado. Eles conversavam sobre como seria a vida em Solaria. As crianças concordavam que deviam morar juntas, assim tudo seria mais fácil.

Pra eles, mudar-se pra Solaria significava apenas que as aventuras nunca terminariam — e Valeria sabia que, em grande parte, seria exatamente assim.

— Mamãe, é verdade que o Enzo pode morar na nossa casa?

— Como é, querido?

— Sim, o Enzo podia morar com a gente. Assim você cuidaria de nós, e minha irmã e o pai dela cuidariam da bebê...

— Querido, todas as crianças precisam dos seus pais. O Enzo precisa do pai dele, e agora a Paloma vai ser a mãe dele.

Claro que o Enzo será sempre bem-vindo em casa, mas ele deve morar com os pais dele.

— Gio, como disse sua mãe, todos precisamos dos nossos pais, assim como você tem a nós. O Enzo tem o Aldo e a Paloma.

— Mmm... tá bom, mas a gente pode fazer noites do pijama, né?

— Claro que sim, meus amores! — disse Marco, aproximando-se da família. — Pronto, agora podemos ir. Vamos levar a Anel e a Mireya, já que nosso casal recém-casado sumiu e não aparece em lugar nenhum.

— Meninas, não se preocupem, eles devem estar bem. Vamos pra casa, então... — disse Valeria com um sorriso.

Quase chegando à saída, Marco e sua família encontraram Magnus e Massimo.

— Magnus, Massimo, estamos indo. É hora de descansar... — disse Marco tranquilamente. — Magnus, muito obrigado por hoje. Acho que foi um presente incrível o que você pôde lhes dar.

— Não precisa agradecer, foi um prazer! Fico feliz em fazer parte de algo tão importante como a união de duas famílias que pareciam distantes.

Antes de irem pra Solaria, espero que venham se despedir. Talvez em algum momento Matteo e eu possamos visitá-los.

— Claro! As portas da nossa casa estarão sempre abertas.

— Obrigado!

Depois dessas breves palavras, restou apenas a família D’Angelo na casa. Massimo e Diana dançavam ao som de uma música imaginária na pista.

Magnus e Matteo conversavam no escritório; Matteo contava sobre sua vida no Nepal, e Magnus se surpreendia com a riqueza do lugar. Depois falavam sobre o que fariam agora que voltariam a trabalhar juntos.

Magnus mencionou a união que se formaria entre as três famílias que permaneceriam em Valoria, e Matteo se surpreendeu com o fato de a vida tê-lo trazido de volta ao mesmo ponto de partida.

— Eu preciso de você, Matteo. Esta família e as outras duas também precisam. Está vendo todos aqueles jovens...?

— Sim...

Laura se perdeu em pensamentos, olhando pela janela e observando o pai. Sonhava que um dia pudesse encontrar alguém que a aceitasse, que a amasse como ela um dia imaginou.

Na verdade, ela não pedia muito — queria só uma tarde de café, uma caminhada no parque, talvez um buquê de flores... Coisas simples que uma garota sonha em viver com alguém, como um dia sonhou com Adrien.

Mas logo afastou aquela ideia. Agora não tinha tempo pro amor. Precisava focar na filha, nos estudos e em aprender com os melhores pra ser um bom exemplo pra Adele.

Foi até a cama e olhou pra filha. Embora todos dissessem que era a cara dela, estava claro que, com o tempo, a menina ia ficando um pouco parecida com o pai. Adele seria o eterno lembrete de um amor ruim, mas Laura a olhava com ternura, tentando afastar a dor. Sabia que havia colocado o coração naquela relação.

Então se lembrou da conversa com o pai e o irmão sobre o verdadeiro pai de Paolo. Será que ela não estava fazendo exatamente o mesmo que iria criticar? Será que não estava repetindo o que sua mãe fez com o pai de Paolo?

Com essas perguntas na cabeça, tomou um banho. Enquanto secava o cabelo e o penteava, pensava na melhor forma de agir. No futuro, não queria se ver como o pai; não queria que a filha lhe cobrasse suas decisões.

Por mais que Adrien tivesse sido o primeiro a errar, ela chegou à conclusão de que não faria o mesmo. Tomaria a melhor decisão: deixaria que ele se aproximasse da filha.

Quando Adele perguntasse no futuro por que não estavam juntos, seria outro assunto a tratar — e, naquele momento, Laura não sentiria culpa em dizer a verdade.

Nos quartos das crianças, Maurizio dormia profundamente. Tinha sido um dia longo e cansativo, embora nem soubesse exatamente por quê.

Já Paolo... era outro caso. Ele trocava mensagens com Amelia, a garota solariana que vinha chamando toda sua atenção.

Conversar pessoalmente não era fácil, mas por mensagem era. Já tinham combinado de sair pra caminhar ou tomar um café. Ela ficaria em Valoria por uma semana, antes de voltar pra Terraflor.

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