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Presidente Rocha, a Sra. Rocha saiu para mais um encontro romance Capítulo 606

Natália não esperava que, ao levantar os olhos, encontrasse Douglas na multidão, alguém que deveria estar no país natal naquele momento.

Hoje não era feriado, então o museu não estava muito cheio.

Entre um grupo de estrangeiros, o rosto de Douglas se destacava notavelmente.

Além de sua altura proeminente e rosto bonito, atraía os olhares admirados de muitas garotas. No entanto, tudo isso se tornou apenas um pano de fundo aos olhos de Natália.

A aparição de Douglas ali era completamente inesperada para ela.

Ele, ao ver Natália parada ali, atônita, avançou com suas pernas longas em grandes passos em sua direção.

O homem, que até momentos atrás exalava uma dignidade distinta, se transformou instantaneamente em uma figura lamentável, parecendo um cachorrinho que havia sido abandonado e percorreu um longo caminho para encontrar sua dona.

Douglas começou com uma reclamação:

- Você não atende minhas ligações, nem responde minhas mensagens.

Natália suspeitava que, se não estivessem em público, ele certamente tentaria repousar sua cabeça em seu ombro.

Ela ainda estava irritada com ele por esconder coisas dela, mas assim que ele falou, a raiva que ela vinha guardando há dois dias se dissipou pela metade.

Mais do que isso, ela até queria estender a mão para afagar sua cabeça. Ela achou Douglas de alguma forma obediente, o que estava acontecendo?

Mas se Natália o perdoasse tão facilmente, ela sentiria que não era justo.

Por outro lado, continuar zangada com ele também era algo que seu coração não permitia.

Esses dois pensamentos contraditórios se entrelaçavam em sua mente, empatados, sem que nenhum prevalecesse.

Ela disse, com a voz contida:

- Eu estou trabalhando agora, fique longe de mim.

Seria inadequado se seus colegas o vissem a seguindo assim.

Douglas aproveitou a oportunidade para fazer um pedido:

- Então, vamos jantar juntos à noite.

Após dizer isso, ele estendeu a mão e, aproveitando que ninguém estava olhando, enganchou o dedo mindinho dela.

O local tocado por ele parecia ter sido eletrocutado, com uma sensação de formigamento se espalhando pela pele até o braço todo.

A capacidade de pensar de Natália foi instantaneamente esvaziada em um terço. Ela não olhou para Douglas, apenas soltou:

- Não vou. Temos um jantar em grupo à noite.

Douglas ficou ansioso:

- Táli, eu e a Karina realmente não temos nada, você precisa acreditar em mim.

Natália revirou os olhos para ele e virou a cabeça para se concentrar na exibição, deixando ele ao lado, tentando explicar sem parar:

- Táli, eu pedi para o Leandro trazer as roupas de volta, por favor, não fique brava comigo, tá?

Ao ver que Natália não lhe dava atenção, ele deu um passo para trás.

- Mesmo que esteja brava, não me ignore. Eu tinha acabado de sair do Clube Eros quando a vi sendo incomodada por alguns homens que cobravam dívidas, então dei uma mão. - Ele explicou detalhadamente o que aconteceu naquela noite. - Ela estava fazendo um trabalho temporário no Clube Eros, e suas roupas foram rasgadas. Era muito tarde, e não era seguro para uma garota voltar para casa vestida daquela maneira, então eu lhe dei minhas roupas.

Temendo que ela não acreditasse, ele rapidamente acrescentou:

- Se não acredita, pode perguntar ao Lourenço, ele estava lá também. Eu e aquela mulher realmente não temos nenhum tipo de relação ambígua. Eu disse para ela jogar as roupas fora, e não esperava que ela as guardasse. Mas isso não pode ser considerado culpa minha.

Se soubesse que isso causaria uma confusão tão grande, ele preferiria pegar as roupas de volta e queimá-las.

Douglas se apressou em explicar por um bom tempo, quase jurando, mas então percebeu que Natália estava, na verdade, ouvindo atentamente a uma discussão de seus colegas sobre um pilar à frente.

Ele respirou fundo, desejando poder respirar oxigênio puro.

Quando Natália estava prestes a se afastar novamente, Douglas segurou seu braço.

- No seu aniversário de dezoito anos, quando você ficou bêbada, fui eu quem te levou para casa.

Essa memória já era um pouco distante para Natália, que levou um momento para se lembrar. No instante em que se lembrou, ela levantou a mão para cobrir o próprio pescoço.

- Foi você quem me levou? Então...

Seu aniversário de dezoito anos foi organizado por Isaac, que convidou todas as pessoas próximas a ela e chamou Douglas e os outros para uma festa de aniversário animada e barulhenta. Naquela época, ela era uma figura trágica e insignificante em casa, e ninguém se lembraria do seu aniversário.

Ninguém se lembrando significava que ela naturalmente não celebraria seu aniversário.

Isso só a fazia parecer ainda mais solitária e miserável.

Foi Isaac quem a puxou para o meio da multidão barulhenta. Ele convidou todos os colegas que eram próximos a ela, também chamou Douglas e os outros, organizando uma festa de aniversário animada.

Ele disse:

- Aos dezoito anos se celebra a maioridade, se deve ter um aniversário digno.

Desde que a mãe faleceu, Natália se tornou como um repolho incômodo, e suas ações a emocionaram até as lágrimas, que não paravam de cair.

Ela ainda se lembrava de como Isaac ficou assustado com sua reação, demorando um bom tempo até finalmente erguer a mão com resignação, tocando o topo de sua cabeça, dizendo suavemente:

- Depois de hoje, você será uma adulta, não pode mais chorar.

Durante toda a festa de aniversário, ele cuidou muito dela, e, após o término, Natália, que havia bebido demais, acordou na manhã seguinte em um quarto de hotel, naturalmente supondo que havia sido Isaac quem a levou para lá.

Ao se olhar no espelho, ela ainda viu dois claros chupões em seu pescoço.

Ela sempre pensou que fosse...

Mas Isaac nunca mencionou isso depois, muito menos disse que queria namorar com ela. Natália então tratou aqueles dois chupões como um acidente de uma noite de bebedeira, e por isso, xingou Isaac pelas costas durante meio ano, chamando ele de idiota.

Natália, com a voz instável de raiva, disse:

- Então o idiota era você?

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