Entrar Via

Presidente Rocha, a Sra. Rocha saiu para mais um encontro romance Capítulo 602

Douglas olhava para o anel em seu dedo, seus lábios se curvando involuntariamente num sorriso.

- Tudo bem.

Mas quando ele a abraçou, em um lugar que Natália não podia ver, seus olhos estavam cheios de pânico e confusão, algo silenciosamente emergiu do fundo de seu coração, deixando um rastro como se tivesse queimado buracos por onde passava, doloroso e desconfortável.

"Táli, eu tenho medo de esquecer você."

Natália não podia ver o rosto de Douglas, nem adivinhar seus sentimentos no momento, apenas sentia que os braços dele ao redor de sua cintura estavam excepcionalmente apertados, a ponto de ela até ter a ilusão de que ele queria forçá-la para dentro de seu corpo.

Douglas provavelmente percebeu que estava usando muita força e machucando Natália, então logo soltou sua mão.

Apesar de ter sido apenas por um momento, Natália não podia ignorar o desconforto que a estranheza dele lhe causava.

Ela franziu a testa, olhando atentamente para o rosto de Douglas.

- Você realmente não está escondendo nada de mim?

Sendo assim observado, Douglas instintivamente tentou desviar o olhar, mas Natália segurou seu rosto, impedindo ele de se esquivar.

Douglas sorriu silenciosamente.

- Estou.

Natália ficou chocada.

- Na verdade, eu não quero de jeito nenhum que você vá para o País Y. Desde que pedi ao Sr. José para ajudar você com a inscrição, tenho me arrependido o tempo todo. Eu conseguia me controlar antes, mas ontem, depois de ver a mala, percebi que não consigo ficar um dia sequer sem você.

Natália, irritada, empurrou ele para longe de si.

- Fora.

Ele claramente não queria ter uma conversa séria.

Ela passou por cima da bagunça no chão e foi diretamente para a cama depois de tirar a roupa.

Douglas também levantou o cobertor e se deitou, estendendo o braço para abraçá-la completamente, sabendo que ela estava exausta da noite anterior, então não a incomodou mais.

Natália teve um sono profundo e, ao acordar, se sentiu revitalizada, o estado sonolento da manhã havia desaparecido.

Exames de sangue, ultrassom colorido, eletrocardiograma... Douglas havia feito todos esses exames básicos recentemente e não havia problemas, mas ainda assim sentiu um momento de nervosismo ao mostrar os relatórios para o médico.

Táli estava prestes a participar de uma competição, e ele não estava sofrendo de uma doença fatal que exigisse a revelação em um momento tão crítico, distraindo ela. Ele pensou que poderia muito bem se curar antes de ela voltar.

Foi apenas quando o médico revisou os resultados dos exames e confirmou que estava tudo bem que Douglas finalmente relaxou.

Natália agradeceu:

- Obrigada, doutor.

- Táli, agora você acredita, né? Eu estou realmente bem. - Douglas estendeu a mão para puxá-la, buscando elogios, mas nem chegou a tocar a ponta da roupa dela.

Natália nem lhe deu atenção e se virou para ir embora.

Douglas ficou confuso, percebendo que, desde que acordou no hotel, Natália havia se tornado distante. Se ele dizia dez palavras, ela mal respondia duas, e isso já era considerado sorte para ele hoje.

Ele pensou cuidadosamente e concluiu que não havia feito nada para irritá-la, sabendo que ela estava cansada, até reprimiu suas reações físicas.

- Táli. - Douglas a alcançou rapidamente. - Você está prestes a ficar naqueles dias?

Será que era por isso que o humor dela estava tão flutuante?

Estava tudo bem antes de dormirem, mas depois do sono, tudo mudou.

Natália olhou para ele com um sorriso significativo.

- Sim, está muito frio.

Sem pensar, Douglas tirou seu casaco e o colocou sobre ela.

Natália mudou sua expressão imediatamente, se virou e foi embora.

- Não gosto, não é bonito, não vou usar.

Ela não perguntou a Douglas sobre a roupa, esperando que ele mesmo falasse. Ela estava certa de que a roupa que a mulher na loja de luxo estava segurando era de Douglas porque as peças sob medida eram únicas e justo a dele havia desaparecido.

Se não fosse a mesma peça, ela faria Douglas comê-la.

- Táli, por que sinto que desde ontem você mal fala comigo?

O rosto de Natália mostrou uma expressão de carinho maternal:

- Sim, você está percebendo bem...

Chegaram ao aeroporto.

Douglas nem teve tempo de perguntar o motivo, porque assim que o carro parou, Natália abriu a porta e desceu.

Na entrada, Sr. José e outros estavam esperando, acenando para Natália assim que ela saiu do carro.

Douglas não conseguiu discernir se o "você está percebendo bem" de Natália era uma concordância com suas palavras ou um sarcasmo. Quando ele pegou a mala que o motorista lhe passou, Natália já havia se juntado ao grupo.

Como ficariam no exterior por mais de um mês, cada um carregava várias malas, e a primeira tarefa ao entrar foi despachar a bagagem.

Douglas disse:

- Eu comprei uma casa lá antes, vou te mandar o endereço mais tarde. Se for conveniente, você pode morar diretamente em casa. A acomodação organizada pela empresa com certeza não é das melhores, embora ele saiba que não é bom fazer exceções em atividades de grupo, ele também não quer que ela sofra.

Natália recusou, dizendo:

- Não precisa, todo mundo está morando assim, eu ser a única a fazer diferente não é muito bom.

Ela já era jovem e isso gerava controvérsias; se não fosse por sua competência, que deixava sem argumentos contra, as controvérsias seriam ainda maiores.

Douglas continuou insistindo:

- A casa é bem grande, você pode deixar todos eles morarem lá.

Natália ficou ainda mais sem palavras.

Exibir riqueza é ainda mais odiável do que fazer exceções.

Douglas aconselhou:

- Lá ainda está muito frio, preste atenção em se manter aquecido para não pegar um resfriado. Não saia à noite, a segurança no exterior não é boa. Se encontrar ladrões, apenas entregue suas coisas a eles, não tente ser forte como faz no país, segurando uma garrafa de vinho sem nenhuma capacidade de ferir, e ainda assim ousar confrontá-los diretamente.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Presidente Rocha, a Sra. Rocha saiu para mais um encontro