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Presidente Rocha, a Sra. Rocha saiu para mais um encontro romance Capítulo 593

Gustavo baixou a cabeça, se aproximando de Raquel, a distância era tão curta que ela quase pensou que ele a beijaria, mas não o fez. Ele parou a alguns centímetros de distância dos lábios dela.

Sua respiração caía sobre a bochecha dela e uma voz baixa soou:

- Raquel, você não tem provas.

A voz suave e repreensiva chegou aos ouvidos de Raquel, mas ela não sentiu nenhuma emoção de coração batendo mais rápido, primeiro porque sempre sentia que ele estava chamando um cachorro, e segundo por causa do significado por trás das palavras.

Raquel ficou sem palavras.

Ele estava sendo irracional por não ter razão, não estava? E o pior era que ele ainda tinha a audácia de ser tão confiante.

Gustavo examinou cuidadosamente a ferida na língua dela.

- Ainda bem, não é grave, não precisa passar remédio por enquanto.

Raquel revirou os olhos para ele e o empurrou.

- Eu só mordi minha língua sem querer, não é como se eu estivesse tentando cometer suicídio mordendo minha língua. Pode ficar tão grave assim? Você já viu alguém que precisou passar remédio por morder a língua por acidente? Já está tarde, vou embora, tenho que trabalhar amanhã.

Parece que o cachorro também sabia que ela estava de partida. Antes ele apenas estava deitado aos pés dela, mas agora já começou a morder a barra da calça dela, emitindo um som triste.

Gustavo baixou os olhos:

- Raul...

Raquel o interrompeu ferozmente:

- Cala a boca.

Ela olhou para o cachorro que mordia a barra da sua calça, mexeu a perna.

- Gustavo, o que você está fazendo? Não pode morder minha calça, senão... - Ela ia assustá-lo, mas se lembrou das palavras de Gustavo e mudou de ideia. - Senão eu faço seu pai pagar.

Gustavo riu:

- Se você quiser chamar meu nome, pode chamar diretamente, não precisa usar um cachorro como intermediário.

Isso era muita desfaçatez, Raquel contra-argumentou:

- Então você o chamou de Ra porque queria chamar meu nome, mas não tinha coragem de dizer diretamente?

Gustavo era realmente um homem astuto.

Gustavo explicou:

- Não, eu apenas dei esse nome a ele aleatoriamente.

Raquel ficou confusa.

Ela achou sua explicação muito fraca, não acreditava nela de jeito nenhum, mesmo que ele admitisse diretamente, ela acharia mais crível.

Gustavo disse:

- Parece que ele não quer que você vá, que tal você ficar aqui esta noite e eu te levo para a loja amanhã?

Raquel de repente entendeu.

- Você disse tudo isso, não me diga que este é o seu verdadeiro objetivo?

Gustavo lhe lançou um olhar.

- Como namorada, você é muito inadequada.

O que ele queria dizer com isso? Como isso se relacionava com ela ser ou não uma namorada adequada?

Será que eles precisavam dormir juntos para ser considerados adequados? Além disso, a voz de Gustavo soou um tanto melancólica.

- Estamos juntos há um mês, certo? Durante esse tempo, nos vimos apenas uma vez, falamos ao telefone três vezes e nem sequer conversamos pelo WhatsApp. Você acha que, como namorada, você é adequada?

Raquel mordeu o lábio, se sentindo culpada:

- Mas também não precisamos necessariamente morar juntos, né?

Gustavo lhe deu um olhar negativo e disse:

- Você vai dormir no sofá.

...

O feriado acabou e era o primeiro dia de trabalho oficial.

Leandro entrou no escritório de Douglas com uma pilha de documentos:

- Presidente Douglas, estes são os documentos que precisam ser tratados urgentemente. Há uma reunião executiva às dez e meia e uma consulta com a empresa de casamentos à uma da tarde...

- Empresa de casamentos? - A mão de Douglas parou de assinar e ele levantou a cabeça. - Ainda não decidimos qual será, não é? Você deveria filtrar algumas opções primeiro, me enviar, e então eu faço a decisão final.

Douglas conseguiu um tempo para ir ao hospital para uma consulta com a Dra. Yasmin.

Dra. Yasmin disse:

- A perda de memória é um fenômeno normal, aquele medicamento é muito potente e causou danos aos seus nervos. Embora esse dano possa ser eliminado e reparado por si só e com medicamentos, isso leva tempo...

Ela prescreveu uma receita.

- Karina, leve o Sr. Douglas para fazer um exame cerebral.

O consultório de exames ficava ao lado, Karina trocou os lençóis por limpos, antes de deixar Douglas se deitar:

- Sr. Douglas, este exame vai demorar um pouco mais, porque, devido ao seu estado mental, precisamos que esteja dormindo durante o exame para obter resultados mais precisos.

Douglas olhou para o relógio de pulso, já eram quase três horas, e perguntou franzindo a testa:

- Quanto tempo vai demorar?

Ele estava preocupado que Táli ficasse ansiosa.

Karina também não sabia.

- Depende da situação do exame.

Douglas se levantou e disse:

- Desculpe, vou dar uma ligação para minha esposa.

- Claro.

Douglas discou para Natália, mas ela estava em uma reunião com alguns outros selecionados para participar de uma competição no exterior e não atendeu o telefone porque estava no silencioso.

Vendo o telefone desligar automaticamente, Douglas supôs que ela deveria estar ocupada, então enviou uma mensagem pelo WhatsApp dizendo que teria de trabalhar até mais tarde e que voltaria para casa mais tarde.

Douglas guardou o celular e voltou para a sala de exames.

- Podemos começar.

Karina começou a aplicar os eletrodos nele, conversando enquanto trabalhava:

- Alguém que faz você se preocupar assim mesmo estando doente, deve ser muito bonita.

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