Renato soltou um longo suspiro.
— O ano já começou e nós ainda não fomos cumprimentar a família Belo. Isso não parece atitude de quem busca uma amizade profunda e de longo prazo. Fala a verdade pra mim, tem algo que você tá escondendo?
Renato não era bobo e também percebia o desconforto do filho.
Ficava claro que ele queria muito procurar a Fausta, mas, sempre que o assunto surgia, inventava desculpas. E depois de dar as desculpas, ele mesmo ficava muito triste com a situação.
Um rapaz de dezoito ou dezenove anos, agindo feito um bicho do mato.
Valdeci franziu a testa:
— Não é nada.
Renato apertou os lábios.
— Tá faltando só escrever "tenho uma preocupação" na testa. E ainda diz que não é nada. Conta pro seu pai, o que foi?
Como Valdeci ficou calado, Renato insistiu:
— O estresse do trabalho tá muito grande?
Valdeci não tinha experiência com a empresa antes. Ao voltar, encontrou muita coisa pra aprender, muitas barreiras. O estresse estava imenso.
A não ser na véspera do Ano Novo, ele passou todos os outros dias ocupado com trabalho.
Ou estava acompanhando o pai e Hélder Henrique nos compromissos de negócios, ou ficava no escritório estudando os processos da empresa. Até no primeiro dia do ano ele não teve descanso.
Afinal, com dezoito ou dezenove anos, ele já não era um moleque, já era adulto.
Mas ao mesmo tempo não era velho. Muitos da idade dele ainda nem tinham saído da fase de rebeldia.
Alguns acabavam de entrar na faculdade, mal tinham pisado no mercado de trabalho.
Valdeci parecia ter uma origem nobre, mas o fardo em seus ombros era infinitamente maior do que o de qualquer garoto da sua idade!
Vendo o filho balançar a cabeça, Renato sugeriu:
— Se não quer falar comigo, vai pra casa e conversa com a sua mãe.
Valdeci: — ...
Olhando pro rosto preocupado de seu pai, bateu um aperto no peito.
Os pais viam como ele estava se sentindo. Sua inquietude deixava todos ansiosos.
Valdeci se controlou por dentro e respondeu:
— Eu tô bem. O estresse ultimamente tá um pouco alto, sim. Tenho medo de não dar conta e decepcionar você e o avô. Mas não se preocupem, eu sei me adaptar.
Renato engoliu a desculpa e suspirou aliviado. Tudo bem, contanto que não fosse outro problema.
Tinha muito medo de que o filho, que esperou tanto tempo para ter de volta, apresentasse algum problema psicológico.
Renato deu um tapinha no ombro de Valdeci.
— É normal sentir estresse. Eu te entendo. Você só tem uns dezenove anos e nunca viu nada sobre o negócio antes. Pega eu, por exemplo. Cresci acompanhando seu avô na empresa. E quando assumi aos quarenta anos, também perdi muitas noites de sono.
— Todo começo é difícil, tudo é um processo. Se você chegasse arrasando em tudo de cara, qual seria o lugar dos outros?
— Até aquele garoto prodígio, o Laín, não sabe fazer tudo sem aprender. Com certeza ele estuda também. O diferencial é que o dom dele ajuda a aprender cedo e bem mais rápido.
— Não tenha pressa. Vamos dar um passo de cada vez. Você ainda é jovem e eu também. Você tem bastante tempo pra aprender comigo, relaxa.
Valdeci assentiu:
— Uhum!
Renato deu um sorriso paterno:
— Força! O pai acredita em você!
Valdeci ergueu os cantos da boca:
— Obrigado, pai.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...