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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4353

Na ilha, ouvindo o som de ocupado no telefone, o jovem suspirou frustrado.

Ele olhou para Benício e disse:

— Viu só? Não sou eu que não quero te soltar, é o Carlos Belo que não quer te salvar. Então, quando você for pro inferno, não pense em vir se vingar de mim. Vá atrás do Carlos Belo. É tudo culpa dele que você perdeu a chance de continuar vivo.

Enquanto o jovem falava, ele deu um sinal com os olhos para o subordinado.

O subordinado entendeu, foi logo até Benício, levantou-o e começou a andar em direção ao tanque de peixes.

O peixe grande no aquário viu aquilo e ficou super animado, nadando de um lado para o outro na água, esperando ser alimentado.

Benício morreu de medo.

— Socorro! Socorro! Sr. Belo, me salve, buááá...

O jovem ficou parado do lado, empolgado, gravando um vídeo do Benício.

Com um baque, Benício foi jogado no aquário gigante.

O peixe grande no tanque pulou em cima dele na mesma hora...

A água límpida do mar ficou manchada de vermelho em um instante. Benício se debateu por poucos segundos e depois não se mexeu mais.

O peixe grande despedaçava o corpo dele, uma cena sangrenta e brutal, chocante aos olhos...

Logo, Bruno recebeu esse vídeo.

— Argh! — O estômago de Bruno revirou e ele quase vomitou.

Ele mostrou a Carlos: — Esse cara é muito cruel. Que peixe é esse?

Carlos franziu a testa ao terminar de ver o vídeo e disse a Bruno:

— Pede pra alguém ver se conseguimos extrair alguma informação sobre ele por meio desse vídeo. Não manda pro Miro.

Miro ainda era uma criança afinal. Cenas sangrentas e brutais como essa não deviam ser vistas por ele se pudessem ser evitadas.

Carlos acrescentou:

— Manda uma cópia pra polícia também, pra que investiguem em segredo.

Bruno assentiu:

— Entendido. Ele também mandou uma mensagem, dizendo que esse é o bicho de estimação favorito dele e que, quando tiver chance, vai colocar os dois pra brigar e ver quem é melhor.

Bruno disse isso franzindo a testa: — Esse cara é um psicopata?

Que pessoa normal criaria um peixe desses?!

Nem teria como criar!

Carlos franziu a testa e disse: — Não dê atenção a ele. É só um palhaço, cedo ou tarde vai morrer.

Bruno assentiu e ignorou o homem.

Algumas horas depois, o dia começou a clarear.

O chefe de polícia bateu na porta e entrou.

— Sr. Belo, ainda precisa de mais tempo no hospital? Se já terminou o que tinha que fazer, é melhor irmos. Se demorarmos muito, os repórteres vão cercar a gente. Esses jornalistas são muito bem informados, alguns já estão esperando lá fora.

Carlos assinou o último documento e largou a caneta.

— Vamos agora.

O chefe de polícia assentiu.

— Certo, eu te espero na viatura. Daqui a pouco você desce de máscara.

Carlos assentiu: — Tá bom, obrigado pelo trabalho.

— Por favor, é o Sr. Belo que está na viatura? O que aconteceu com ele? Por que foi para o hospital no meio da noite?

— O Sr. Belo está doente?

— Que doença o Sr. Belo tem?

— O Sr. Belo está mesmo doente ou usou isso como desculpa para resolver assuntos pessoais no hospital?

— Como a polícia pretende responder sobre o caso do Arthur?

— Ouvimos dizer que a delegação do País M chegará ao Brasil hoje. Como o governo brasileiro vai lidar com isso?

— Quando sai o resultado do caso do Sr. Belo e do Arthur?

— O Sr. Belo vai pra casa hoje ou vai continuar preso na delegacia?

— A detenção da polícia tem um prazo, por quanto tempo a polícia pretende segurar o Sr. Belo?

— A polícia realmente tem provas de que o Sr. Belo cometeu o assassinato?

Um grupo os seguiu por um longo trecho, e alguns até a porta da delegacia.

Quando confirmaram que quem desceu da viatura era mesmo Carlos Belo, eles ficaram ainda mais eufóricos e tentavam fazer perguntas de forma desesperada.

Alguns até espalharam teorias da conspiração. Diziam que Carlos tinha sido envenenado, que era armação da polícia para matá-lo e dar uma justificativa para o País M.

Outros diziam que tinha sido um plano do próprio Carlos para poder encontrar alguém importante no hospital, na tentativa de sair do país e achar uma forma de sobreviver.

Qualquer que fosse a história, não era boa para Carlos.

Dava a sensação de que ele estava encurralado.

Por causa disso, as ações do Grupo Belo começaram a despencar, caindo ladeira abaixo de forma absurda.

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