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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4344

A pessoa era ninguém menos que o segurança do Zélio Pereira, Vega.

Vega franziu levemente a testa e olhou para Raulino.

Raulino o encarou, com o cenho franzido, examinando-o de cima a baixo com um olhar cheio de desconfiança.

— Quem é você?

Vega não disse nada. Em vez disso, virou a cabeça para olhar para Carlos.

Carlos observava Raulino com a testa franzida.

Ficava claro que ele estava analisando a reação de Raulino, querendo ver se ele conhecia Vega.

Ao notar o olhar de Carlos, Raulino perguntou curioso:

— O que foi, Carlos?

Carlos franziu ainda mais a testa e desviou o olhar.

Deu uma tragada no cigarro e disse para Vega:

— Senta.

Vega caminhou até lá, mas não se sentou. Ele foi até a janela do lado oposto a Carlos, vigiando qualquer movimento lá fora com cautela.

— Se eu quisesse te pegar — começou Carlos — você não teria entrado desfilando desse jeito. Fica tranquilo, eu não vou te machucar essa noite.

Vega não respondeu. *Faz sentido que a entrada tenha sido tão fácil esta noite*, pensou ele.

— Você me atraiu pro hospital só pra ele me ver e checar se ele me conhece?

— Queria ver a reação dele, mas não é só isso. Eu queria confirmar se você ainda tava na Cidade de Pão.

— E faz diferença pra você se eu tô ou não na Cidade de Pão? — perguntou Vega.

— Faz um pouco.

— Que diferença? — retrucou Vega desconfiado.

Raulino se aproximou, parou ao lado de Carlos e encarou Vega de cenho franzido.

— Carlos, quem é ele? O que ele tem a ver com você?

— Você não conhece ele? — devolveu Carlos.

Raulino balançou a cabeça.

— Não conheço. Ele é seu amigo? Espera aí, se é amigo, por que não entrou pela porta?

Carlos não respondeu.

Vega apertou os olhos, encarou Raulino e depois Carlos, com um ar avaliativo.

Depois de um tempo, Vega tomou a palavra:

— Você suspeita que fui eu quem matou o Waldir?

Foi aí que ele começou a entender por que Carlos o havia atraído para o quarto de Raulino. Provavelmente para observar a reação dele e ver se o reconhecia.

O encontro com Raulino serviria para comprovar duas coisas.

Primeiro, se Raulino realmente esqueceu tudo sobre a Cepa G-8, como ele dizia.

Segundo, quem de fato matou o Waldir? Se tivesse sido Vega, Raulino com certeza teria um trauma depois de escapar da morte pelas mãos dele, e mesmo sem memória, apresentaria alguma reação ao vê-lo.

Carlos estreitou os olhos.

— Você conhecia o Waldir?

— Eu nunca disse que não conhecia.

— E foi você quem matou ele?

— Não.

— Então você sabe quem foi o assassino?

— Você não sabe? — rebateu Vega desconfiado.

Como Carlos não disse nada, Vega continuou:

— Eu achei que você já soubesse.

Carlos deu uma tragada no cigarro, apertando os olhos.

— ... Com medo de que, se a missão falhasse, não conseguiriam te proteger?

Vega ficou em silêncio, concordando por omissão.

Carlos semicerrou os olhos, observando Vega com um interesse divertido.

Esse garoto era mais importante do que ele imaginava.

Em primeiro lugar, ele era responsável por proteger Zélio Pereira. Se o Zélio morreu, foi porque ele falhou na proteção e fracassou na missão.

De acordo com as regras da organização deles, falhar em uma missão com certeza resultaria em eliminação.

Em uma situação normal, ele já seria um homem morto. Mas ainda estava vivinho da silva.

E não era porque ele sabia lutar.

Ele lutava muito bem, sim, mas escapar da perseguição da própria organização era impossível. Afinal, eles o conheciam bem, sabiam as fraquezas dele e como eliminá-lo!

O fato de ele estar vivo só podia significar uma coisa: o líder da equipe não queria matá-lo por enquanto.

Por que não matar? Por que abrir uma exceção para ele?

Só provava que ele era muito importante.

Em segundo lugar, mesmo já tendo sido exposto, ele continuava na Cidade de Pão se movendo livremente.

Numa situação normal, mesmo que não o matassem, jamais deixariam que ele ficasse na Cidade de Pão.

Porque ele já havia sido exposto, e Carlos com certeza estaria de olho nele.

Se acabasse sendo pego por Carlos, haveria um grande risco de vazar os segredos do grupo.

E se esses segredos vazassem, as consequências iriam muito além de apenas uma pessoa.

Era um problema gravíssimo.

Se Vega continuava na Cidade de Pão, não era porque o pessoal queria que ele ficasse, mas sim porque queriam que ele fosse embora, ele recusava, e ninguém conseguia obrigá-lo a fazer o contrário.

Por que não podiam fazer nada contra ele, em vez de tomar logo uma atitude drástica?

Isso era mais um indicativo de que o status dele não era nada comum.

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