— Carlão, já soube da parada com o Arthur?
Carlos confirmou:
— Acabei de saber.
Bruno explicou de uma vez:
— Acabei de ligar pra saber detalhes. Ouvi dizer que na delegacia já têm as provas contra você. Acharam as suas digitais na arma do crime, além de terem fotos do encontro que vocês dois tiveram na fábrica abandonada ontem à noite.
— Pelo que dizem, dá pra ver bem nítido nas fotos que vocês estavam brigando. A polícia do País M tá argumentando que você queria usar o Arthur para expandir seus negócios e abrir mercado por lá, e como não entraram num acordo, você surtou e o matou.
Carlos fechou a expressão.
— Como o Arthur morreu?
Bruno relatou:
— Alguém esfaqueou ele com uma faquinha de frutas.
Carlos:
— E a faca de frutas tem as minhas digitais?
Bruno hesitou:
— ... Sim. Ao que parece, foi a faca que estava na fruteira da mesa do jantar.
Carlos recordou a situação da noite anterior.
Quando entrou, Arthur estava sentado comendo churrasco. Havia vários ingredientes na mesa.
Realmente tinha uma fruteira e uma faquinha de frutas.
Mas aquele tipo de faca não mataria ninguém tão fácil.
E, ainda mais importante, depois que entrou, Carlos sequer encostou em nada.
Carlos mandou a ordem:
— Dá um jeito de conseguir uma foto da arma do crime.
Bruno concordou:
— Já acionei os meus contatos no País M para investigar. Assim que eu tiver novidades, te mando. O que a gente faz agora? A polícia nacional já está a caminho do Jardim No.1.
Carlos foi prático:
— Deixa os caras fazerem o trabalho deles.
Bruno alertou, apreensivo:
— Mas... eu tô com medo de que eles estejam preparados para cravar essa culpa em você de vez.
Carlos cortou:
— Não vão. O objetivo deles não é me matar, mas me forçar a recuar.
Bruno entendeu e questionou:
— Você acha que foram as pessoas da Cepa G-8?
Carlos confirmou:
— Uhum.
Bruno não captou a lógica:
— Mas o Arthur não era deles? Por que matariam um dos seus só pra armar pra você?
Carlos franziu os olhos, não respondeu a pergunta e apenas deu instruções:
— Quando eu for levado, mande a equipe de Relações Públicas soltar uma nota de imediato para segurar as ações da empresa. Diga que estou sendo acusado injustamente e que o nosso jurídico já está tomando as devidas providências.
— Outra coisa: não deixe os boatos tomarem o controle da narrativa. Assim que vir alguém puxando fake news, mande processo. Mão pesada.
— Depois que eu entrar, vou ficar um tempo sem poder falar com o pessoal de fora. O tio Helder e o resto devem ligar pra você. Avise a eles que eu não matei ninguém, que não precisam se preocupar, que eu estou bem e já tenho um plano B.
Os lábios de Carolina tremiam, e as lágrimas já inundavam seus olhos.
Carlos a olhou, com o coração partido.
Ele pegou a mão dela, olhou para Wagner, Laín e os outros, e avisou:
— Vou subir pra trocar de roupa.
Ele a levou pela mão até o andar de cima. Assim que fecharam a porta do quarto, ele a prensou de costas na parede, a encarando de cima.
— Ficou assustada?
As lágrimas de Carolina desabaram na hora, o lábio tremia sem parar, os soluços a impedindo de dizer qualquer coisa.
Carlos a abraçou contra o peito, pousando o queixo no topo da cabeça dela, murmurando de forma calma e acolhedora:
— Não precisa ter medo. Não vai me acontecer nada de mal, sério. O Arthur era do grupo da Cepa G-8, foi enviado pra negociar comigo. Eles querem as minhas amostras da Cepa G-8 e as curas, não a minha cabeça.
Ao ouvir isso, Carolina enxugou os olhos depressa.
— Foram eles?
Carlos assentiu:
— Sim. Por isso não precisa se preocupar. A intenção deles não é me botar na cadeia por assassinato, e sim usar a morte do Arthur para me pressionar a colaborar com eles.
Carolina trincou os dentes.
— Malditos! Bando de canalhas... Cedo ou tarde o castigo vai chegar! E agora? Você vai colaborar com eles?
Carlos:
— Eu vou. Mas relaxa, eu já tenho tudo planejado. Não vou deixar a Cepa G-8 se espalhar pelo Brasil. Eles não vão conseguir o que querem.
Carolina perguntou com receio:
— Mas... E se eles exigirem de qualquer jeito as amostras pra te inocentarem? O que a gente faz?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...