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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4319

Carlos franziu levemente a testa.

Wagner, Carolina e os outros o encararam, com uma inquietação no ar.

Carlos virou-se para Carolina:

— Não é nada, podem ir comendo, vou só atender aqui.

Ele se afastou com o celular e perguntou:

— Qual é a situação?

A voz soava desesperada:

— O Arthur morreu.

Carlos fechou a expressão.

— O quê?

A voz respondeu:

— O Arthur morreu e todas as provas apontam para você. Se nada der errado, assim que eu desligar essa ligação, a notícia vai estourar.

— A posição do Arthur era delicada. A morte dele envolve a política de dois países. Nessa altura, ninguém vai conseguir te encobrir.

— Meu conselho é que você se esconda por um tempo e suma do mapa. Escondido, você ainda pode investigar o que realmente aconteceu. Se te pegarem, vão te vigiar vinte e quatro horas por dia, e vai ser muito difícil investigar qualquer coisa.

Carlos, com o cenho cada vez mais apertado, se surpreendeu:

— Arthur morreu?

A voz confirmou:

— Sim, a notícia já chegou no País M e a confusão lá dentro estourou.

O incidente envolvia duas figuras importantes: o diplomata estrangeiro e o magnata nacional.

Esses dois, não importava quem estivesse metido num caso de assassinato, já gerariam muita repercussão.

Os dois juntos, o peso das manchetes duplicava!

O magnata brasileiro matou o embaixador do País M — essa notícia faria o mundo inteiro tremer!

A regra mundial desde a antiguidade era clara: não se mata o mensageiro.

Matar um embaixador causaria fúria coletiva!

Além disso, como o caso envolvia outras nações, o Brasil receberia chuvas de críticas pelo menor descuido.

Com o mundo inteiro de olho, ninguém ousaria proteger o Carlos.

Agora o País M já estava pressionando o governo brasileiro.

A polícia estava sob extrema pressão.

— Pelo que eu soube, a polícia já está a caminho do Jardim No.1. Foge! — a voz urgiu.

Carlos franziu ainda mais a testa.

— Eu não matei ninguém, não tenho por que fugir.

A voz insistiu:

— Eu sei que não foi você. Você não seria tão idiota a ponto de atacar o Arthur no seu próprio território e muito menos se sujar com um homicídio.

— Mas quem te conhece sabe disso. Quem não te conhece, vai olhar para as provas!

— Agora todas as evidências estão contra você. A polícia com certeza vai te levar como suspeito.

— E, se for colocado sob vigilância, como você vai provar sua inocência?

No cenário atual, não basta você dizer que é inocente para não sofrer as consequências.

Também não basta cruzar os braços e esperar que os outros provem sua inocência por você.

A polícia tinha jurisdição limitada e estava presa a várias leis, o que dificultava coletar provas. Muitas vezes eles também queriam ajudar, mas não tinham poder para isso.

Carlos caminhou tranquilamente até ela.

— Não é nada, não precisa se preocupar.

Carolina respirava com dificuldade:

— Por que disseram que você matou ele? A vítima era um dos membros da comitiva do País M! O que tá acontecendo?

Lucas e Fausta também franziram a testa:

— Isso é armação!

Wagner cerrou o cenho e analisou:

— Armaram para o Carlos. Mas por que o diplomata do País M teria problemas com o Carlos? Vocês tinham alguma inimizade?

O rosto de Isabela perdeu toda a cor. Tremendo, ela perguntou:

— Eles vão vir prender você?

Todos estavam apreensivos e olhavam nervosos para Carlos.

Ele disse firme:

— Quem não deve, não teme. Eu não matei ninguém. Jogar sujeira no meu nome não vai ser tão fácil assim. Não fiquem nervosos, eu sei como lidar.

Assim que Carlos terminou a frase, o celular tocou novamente.

Era o Bruno Macedo ligando.

Mateus também tinha enviado mensagens perguntando da situação.

Carlos atendeu primeiro o Bruno.

— Alô.

A voz de Bruno soava extremamente apressada.

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