O confidente insinuou uma rota de fuga. "Caso o senhor não deseje lidar com as chamas deste infortúnio, quer que eu intercepte a fúria em seu lugar?"
Getúlio ofereceu um menear de cabeça de pura anuência e atirou o aparelho diretamente na palma do lacaio.
O capanga abriu a comunicação. "Alô."
A gravidade do homem do outro lado da linha estava carregada de uma ira titânica.
"Aonde se meteu o desgraçado do Getúlio?! Como diabos vocês tiveram a ousadia de conceder acesso à comitiva da família Freitas?! Por acaso o nosso acordo foi jogado na sarjeta?!"
O informante defendeu a posição num fôlego gelado. "Nós fomos varridos por uma tempestade imprevista."
A voz no receptor irrompeu como uma navalha, fatiando as desculpas. "Que espécie de fatalidade cósmica justificaria tamanho fracasso?!"
"O colapso fisiológico de Getúlio engoliu os céus. Sua respiração cessou e o caminho para o hospital transformou-se em cinzas. Cael era o único deus na área com poderes de redenção e armou-se da própria vida de Getúlio para nos amordaçar."
O homem maculou a ligação com o roçar violento dos dentes maxilares.
"Cães peçonhentos de linhagem apodrecida! Transformaram uma vida humana em barganha de leilão infernal! E ainda se ousam ostentar a bandeira do altruísmo eterno da família Freitas?! Escórias vulgares!"
O silêncio do confidente encarnava a mais pura e cristalina paralisia.
O acusador rasgou a passividade e insistiu no ataque. "Teria sido Cael o demônio a semear o caos através da sabotagem?!"
"No marco zero da queda de Getúlio, eles mantinham-se prisioneiros do pavilhão em território extra-mural. A lacuna kilométrica sepulta qualquer hipótese de agressão direta."
A repulsa transbordou das bordas da conversação. "Então, se não há dedos mortais guiando a foice, somos forçados a nos prostrar à punição divina?!"
O homem do lado de lá estourou o fôlego acumulado com força ciclônica e sibilou os próximos comandos.
"Enterrem a bandeira branca e continuem semeando pregos na trilha deles. A nossa missão é garantir que eles rastejem para as sombras, fora das fronteiras da Cidade M, o quanto antes! Para obliterá-los e consumirmos a sua essência, devemos enjaular de forma absoluta toda tentativa de socorro externo!"
A brutalidade do pronunciamento foi sucedida pela quebra da conexão, finalizada na secura de um clique letal. O confidente esquadrinhou Getúlio com gravidade abissal, entregando-lhe o comunicador destituído de voz.
A conduta autoritária provocou náuseas incontornáveis no Mestre supremo dos insetos peçonhentos.
"O ar gélido e império decadente que a família Marques vem soprando para nós nos dias atuais me soa intragável. Afinal, as raízes da família Barros jamais nutriram o perfil de lacaios servis."
As sementes do ressentimento fincaram-se também no coração do braço direito, instigando o sussurro.
"Com certeza absoluta. A tirania corrói as últimas interações entre nossas chancelas. Eles nos tratam como reles mendigos escravizados ao império deles."
As fendas em sua face aprofundaram-se, denunciando a raiva reprimida e fervilhante nas palavras de Getúlio.
"A presunção os cegou para o lugar que ocupam! Se eles arrastarem minha paciência até as cinzas, eu estraçalharei o elo matrimonial da minha irmã com esses tiranetes insignificantes e testemunharei o desmoronar do orgulho podre deles!"
Simplesmente não existia trégua para as maquinações tempestuosas no palácio de cobiça da família Marques.
Descolando-se do receptor sepultado em silêncio, a penumbra na fisionomia do homem adensou-se numa sombra de ódio irreprimível.
"Uma corja de imprestáveis patéticos! Fico a mercê de devaneios tentando conjurar o nível de decrepitude do ensino familiar dos Barros, para produzirem asnos de tal calibre! Um autêntico ninho de lixo inútil!"
O soldado de prontidão ecoou a tempestade.
"As estrelas alinharam-se nos céus e nós lançamos essa preciosidade na mais sombria vala da vergonha! Qual será o próximo passo? Agora que essas feras rasgaram o santuário da nossa muralha, com quais armas faremos a retaliação?"
Diante das nuvens carregadas da ansiedade suspensa na respiração, Cael teceu uma justificativa e alívio de imenso porte tático.
"Me desculpem por atirá-los no espetáculo humilhante dessa rivalidade ridícula e arcaica. Os atritos com o poder inimigo não conhecem precedentes de honra ou limites; sempre arranjam minúsculas fendas para espremer estragos dentro dos territórios da família Freitas. O simples antagonismo não figuraria entre entraves dignos de atenção prolongada e revide imediato da nossa hoste. O calcanhar de Aquiles desse impasse reside nos decretos imperiosos e infalíveis moldados e lavrados no ferro pela pena do Senhor da Cidade. Desatar a força e violar as barreiras e portões das leis representaria um golpe na própria majestade suprema, um cenário proibitivo e desastroso."
O mistério ressonou na dúvida vocalizada por Ledo. "Qual a magnitude escondida pelo manto enigmático da figura desse Senhor da Cidade?"
As entrelinhas desse colosso abismal saltaram do monólogo esclarecedor da língua atenta de Cael.
"Trata-se do bastião máximo e imperante de todas as fundações divinas nos domínios da Cidade M. Em uma paridade exata para vocês na Cidade de Pão, traduziria a entidade de coroação onipotente mais alta das terras. Ele figura o papel da única teia que nos ata de forma diplomática ao labirinto perigoso do universo lá fora. Por mais impenetrável que as paredes erguidas de chumbo dos portões da nossa terra pareçam, não conseguimos escapar das rédeas gigantes do manto supremo do Estado unificado que a rodeia, sob sua tirania implícita. E as marés do exterior chegam apenas após navegarem nos leitos das águas correntes do regimento inconteste desse Senhor. O gigante colossal da nação serve como sentinela por trás de seu império inquestionável de decisões. E isso conjura níveis abismais e celestiais de fascinação submissa aos joelhos da nossa sociedade; assim extirpando quaisquer sonhos malucos que intentem desafiá-lo."
O aceno da cabeça de Valdeci denotou a imersão nos fundamentos e a gravidade letal da situação. Seu tom despontou novamente da neblina da introspecção.
"No pântano insano em que mergulhamos, a fúria e prepotência demonstradas por Getúlio consistiam num levante independente do seu sangue ou espelhavam as maquinações arquitetadas em grande escala na retaguarda obscura pela família Barros?"
A magnitude esmagadora dessa pequena diferenciação segurava as chaves dos enigmas letais e impérios desmoronados. Se Getúlio falasse e guerreasse como o machado letal balançado pelos próprios líderes superiores de sangue dos Barros, uma chacina generalizada de retaliação maciça desabaria nas terras estéreis com foco na cabeça sagrada da linhagem dos Freitas.
Por outro lado, se fosse um mercenário focado na arrogância isolada da sua figura decadente e desprovida das bênçãos do trono principal, os vulcões das rixas mortais não passariam de um fogaréu desajeitado nas matas locais.
As sombras cruzaram os vincos ressecados que delinearam o esgar ancestral na testa de Cael, acompanhados da respiração em fadiga exaustiva.
"Eles ergueriam as muralhas mentirosas de suas defesas atirando a culpa toda nas veias do sujeito amaldiçoado. E no entanto a atmosfera do submundo clama de forma irrefutável que as atitudes dele em relação às nossas portas expressam puramente a podridão da família Barros inteira na nossa garganta. E no fulcro ardente da confusão insidiosa, figura a fúria sanguinária oriunda de promessas despedaçadas numa forja de casamentos entre reinos. E aquele abutre decrépito da frente de batalha, conhecido e aclamado através dos corredores do sangue pela identidade de Getúlio, atua orgulhosamente como irmão da oprimida e ofendida de honra ferida, a infame Olegária Teles."
A surpresa irrompeu numa explosão interrogativa do pulmão ansioso de Ledo. "E Olegária, portanto, serviu nos arranjos obscuros do sacrifício nupcial como peão no altar perante a linhagem de heróis da família Freitas?"
O Patriarca afundou em silêncio aquiescente com movimentos lúgubres de cabeça, tecendo com calma o quadro caótico nos teares invisíveis do ar enevoado.
"Eu renego veementemente toda presunção romântica do pensamento fantasioso nas suas mentes e imploro misericórdia celestial; Zacarias jamais derramou poções sentimentais ou se envolveu no emaranhado sujo de paixões nas asas da garota e atrevo-me a assegurar que as migalhas de vezes que as pupilas se confrontaram sequer cobrem a numeração somada numa palma aberta. O casamento foi inteiramente orquestrado pelos mais velhos de ambas as famílias, sendo impulsionado estritamente por interesses da família de Helder, e não por qualquer tipo de afeição mútua entre os dois."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....
Que língua é essa?...
quando vão liberar mais capitulos...
coloca os proximos capitulo...
Essa forma de pagamento é que dificulta yha 🤦♀️...
Acabou o livro?...
Não me diga que esse livro acaba aquiiii...
Gente cadê as atualizações? Já faz dez dias sem nada!...
Realmente da vontade de parar de ler, são dias sem atualização. Além da história estar empacada....
Genteeee o que aconteceu com as atualizações? Estamos sem atualização há dias. Muito desrespeito com o leitor...