Após encerrar a chamada, Cael caminhou a passos largos na direção dos portões da cidade.
O portão principal já havia se convertido num verdadeiro pandemônio. Os subordinados de Getúlio berravam por socorro, organizando desesperadamente um carro para levá-lo ao hospital.
Cael se aproximou do epicentro do caos e inspecionou o homem tombado, com as sobrancelhas unidas num semblante focado.
"Não há mais tempo! Coloquem-no no chão agora mesmo, eu assumirei os primeiros socorros!"
O braço direito de Getúlio hesitou, movido pela desconfiança. Ele só se rendeu quando o próprio Mestre de Gu da sua facção proferiu um alerta sepulcral.
"É a pura verdade. A janela de tempo se fechou, e se o tratamento não for iniciado no mesmo instante, a sua vida será extinguida."
"Você não é capaz de curá-lo?" Indagou o confidente de Getúlio.
O Mestre de Gu negou com a cabeça. "Eu sou impotente diante disso. Mas o Patriarca da família Freitas possui o domínio necessário, afinal, o seu toque milagroso é lendário em toda a Cidade M."
O subordinado de Getúlio voltou os olhos, agora desesperados, para Cael. "Você pode mesmo salvá-lo?"
"Certamente! Mas não sem condições. Se eu preservar a sua vida, vocês autorizarão a entrada imediata dos convidados da família Freitas na cidade." Exigiu Cael.
O homem de confiança de Getúlio franziu fortemente as sobrancelhas.
"Eu não detenho tal autoridade. Estabilize-o primeiro, e quando Getúlio despertar, vocês poderão discutir diretamente com ele."
Os membros da família Freitas ergueram a voz em uníssono, rebatendo a proposta sem hesitação.
"Nós jamais acreditaremos nas suas mentiras deslavadas! Se desejam que ele respire até amanhã, deverão liberar a passagem agora mesmo! Não possuímos a mais ínfima obrigação de prestar socorro a ele!"
O capanga de Getúlio escureceu a face e afundou num silêncio tenso. Ele simplesmente não ousava firmar tal compromisso de ânimo leve.
Afinal de contas, na tentativa de sabotar a família Freitas, a aliança deles com a família Marques havia chegado a esbarrar até mesmo no próprio Sinfrônio!
Tendo arriscado tanto para alcançar esse patamar e tendo finalmente encurralado a família Freitas, jogar a toalha naquele momento seria um desperdício lamentável.
Cael era uma velha raposa astuta. Se ele não aproveitasse a oportunidade para extorqui-lo implacavelmente agora, jamais conseguiria obter qualquer vantagem dele no futuro.
Havia boatos de que a família Freitas tinha recentemente cultivado um novo tipo de verme Gu. A descoberta fora alardeada de maneira miraculosa por toda a Cidade M, e todos estavam sedentos por um vislumbre da novidade.
E foi exatamente esse o catalisador dos eventos que culminaram no dia de hoje.
Criar obstáculos e submeter a família Freitas à humilhação pública era apenas uma peça do quebra-cabeça.
O objetivo primordial, no entanto, era extorquir os segredos do seu avanço nas pesquisas.
Mas o colapso repentino de Getúlio atingiu a todos com a força de um relâmpago, pegando-os com a guarda completamente baixa!
Naquele instante de pura tensão, o confidente engoliu em seco, sem coragem para proferir uma única palavra de resistência...
Getúlio foi tomado por violentas convulsões, e sua vitalidade despencou de forma vertiginosa a cada espasmo!
O grande Mestre de Gu da sua própria aliança estava enlouquecido de ansiedade.
"Nós ficamos sem tempo! Inicie o tratamento de emergência imediatamente! A vida dele vem antes de tudo! Ceda aos termos deles por agora!"
O braço direito de Getúlio cerrou as sobrancelhas numa expressão agoniada.
"Tratem dele primeiro. Eu providenciarei as permissões de passagem neste exato segundo!"
Cael trocou um olhar carregado de significado com Peri. O gesto sutil instruía-o a colar no homem, certificando-se de que ele não encenaria um truque para reter as permissões.
Assim que o homem de Getúlio e Peri desapareceram do local, Cael iniciou as manobras heroicas de reanimação.
Pouco mais de vinte minutos depois, Getúlio projetou uma quantidade grotesca de sangue enegrecido para fora dos pulmões, caindo de volta nas trevas da inconsciência logo em seguida.
Cael apressou-se a inserir as agulhas com uma agilidade assustadora. O semblante de Getúlio melhorou de forma tangível, recobrando a cor natural de forma gradual, enquanto o tom violáceo abandonava seus lábios.
Cael girou a cabeça na direção que Peri havia tomado. Ele mantinha as agulhas prateadas suspensas nos dedos ao ditar a sua última cartada.
"Liberem a passagem e ele continuará a respirar. Mantenham a restrição e ele será um homem morto."
"E os seus poderes eram inúteis para me salvar?" Inquiriu Getúlio em tom afiado.
A culpa tingiu a voz do grande Mestre. "Eu lhe peço meu mais profundo perdão, mas a arte da cura jamais figurou entre as minhas especialidades."
O confidente fiel de Getúlio surgiu correndo. Seus olhos esquadrinharam a figura debilitada antes de questionar.
"Getúlio, o senhor está sentindo-se melhor agora?"
"Longe da cova, por enquanto." Respondeu Getúlio.
O comparsa tratou de envolver sua fúria latente com panos quentes.
"A situação era calamitosa até minutos atrás. Nós estivemos sob tamanha coerção que fomos atirados no desfiladeiro e forçados a abrir as portas da cidade. Somente Cael detinha o poder de reverter a fatalidade, e por causa disso, terminamos encurralados por ele."
Getúlio cravou um olhar carregado de ódio ardente na esteira de poeira deixada pela família Freitas. Ele trincou os dentes, e seus músculos maxilares pulsaram com veneno.
"Posso apostar a minha alma que eles injetaram veneno nas minhas veias! Foi uma tramóia vil para nos fazer de reféns! Como explicar uma coincidência demoníaca onde somente Cael detém o antídoto milagroso?!"
O lacaio ponderou rapidamente.
"Mas as distâncias envolvidas não corroboram com a sua teoria. Os nossos vigias mantiveram os olhos fixos neles, confirmando que estavam enfurnados no caramanchão. Eles apenas romperam a formação quando o seu corpo tombou. Sendo uma distância tão formidável e estando escrutinados sob incontáveis holofotes das nossas tropas, envenená-lo representaria um feito de magia além do concebível."
As dobras entre as sobrancelhas de Getúlio se apertaram num nó de perplexidade agressiva. "De que substância maldita eu fui vítima?"
O comparsa lançou um olhar esperançoso ao Mestre de Gu, a única autoridade na roda com uma bagagem minúscula em medicina arcaica.
Contudo, o grande Mestre balançou a cabeça em desalento absoluto.
"O desenrolar da crise foi tão avassalador que falhamos em discernir a origem. No entanto, avaliando o seu vigor recém-recuperado, eu presumiria que a toxina já foi subjugada. Para obter a confirmação derradeira, um exame minucioso no hospital é mandatório."
O fecho da sentença mal teve tempo de se desintegrar no ar antes que o telefone incrustado nos bolsos de Getúlio rompesse o silêncio com um zumbido excruciante.
Getúlio capturou o dispositivo. O visor trazia a assinatura indelével do núcleo superior da família Marques. A visão enrugou a sua testa num esgar de preocupação sombria...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....
Que língua é essa?...
quando vão liberar mais capitulos...
coloca os proximos capitulo...
Essa forma de pagamento é que dificulta yha 🤦♀️...
Acabou o livro?...
Não me diga que esse livro acaba aquiiii...
Gente cadê as atualizações? Já faz dez dias sem nada!...
Realmente da vontade de parar de ler, são dias sem atualização. Além da história estar empacada....
Genteeee o que aconteceu com as atualizações? Estamos sem atualização há dias. Muito desrespeito com o leitor...