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Ômega renascida: Vingue-se como uma Alfa romance Capítulo 91

Ponto de Vista da Aubrey

A pistola, carregada com balas de prata, havia sido colocada nas minhas mãos pelo Alfa Henry pouco antes de eu sair do carro. Por fora, a família Zach podia parecer estável e próspera, mas eu sabia — as disputas internas ainda ferviam sob a superfície. Aquele lugar estava longe de ser seguro.

Passei o polegar pelo metal frio da arma, sentindo o toque gélido do aço. O cabo trazia o brasão da Alcateia Shadowmoon — uma arma de classe alfa, algo que raramente seria entregue a uma ômega. Mas as palavras de Henry ecoaram na minha mente: *“No território da família Zach, eles ditam as regras. Você precisa ser capaz de se defender.”*

Agora, Shane jazia no chão, contorcendo-se de dor, a mão pressionando a perna atingida. Como beta, seu corpo já começava a se regenerar, mas a prata corroía lentamente sua carne, tornando o processo uma tortura prolongada.

Os olhos dele ardiam de ódio, mas havia medo ali também. Ele sabia — se algo acontecesse comigo, seria o primeiro a ser acusado quando o Alfa Mateo retornasse.

Antes que eu dissesse qualquer coisa, ele levantou a voz, rosnando para os outros lobos que tentavam se aproximar. “Fiquem parados! Ninguém se transforma!”

Ele me encarou com ódio. “Aubrey! Que ousadia a sua! Não tem medo de morrer, é isso? Espera só! O Alfa vai acabar com você!”

Continuei sentada, calma, mantendo-o a uma distância perfeita — nem perto o suficiente para me atacar, nem longe o bastante para escapar.

Girei a arma lentamente entre os dedos, sem pressa, ignorando os olhares ameaçadores ao redor. “Sabe por que eu atirei em você?”

Não esperei resposta.

“Você adulterou o remédio,” disse, minha voz baixa e cortante. “Só isso já mostra que tem algo a esconder. Quis usar minhas mãos pra matar o Leon.” Olhei em volta, observando cada um dos lobos que me cercava, sentindo o desconforto deles. “E parece que não foi a primeira vez que pensou em trair o Alfa Mateo.”

O rosto de Shane perdeu a cor. Mesmo assim, tentou manter a postura, forçando um tom indignado. “Mentira! Você não tem nenhuma prova de que toquei em qualquer coisa!”

Os outros lobos se entreolharam, tensos. O ar ficou pesado — lobos sempre reconhecem quando há um traidor entre eles.

Foi nesse momento que o médico da família Zach chegou correndo, ofegante, com um kit nas mãos.

Após uma checagem rápida em Leon, sua voz trêmula cortou o silêncio: “O Sr. Leon... não vai resistir. Está morrendo!”

Estreitei os olhos, pronta para responder, mas um rugido ensurdecedor ecoou pelo ar antes que eu pudesse abrir a boca.

“O que você acabou de dizer?!”

O som foi tão poderoso que o chão pareceu vibrar. Uma força esmagadora preencheu o jardim — pura dominação alfa. Todos os lobos ali se curvaram instintivamente, tremendo.

“Não toque nele,” disse ela, firme. “Ele ainda está vivo. Mas se mexerem nele agora, aí sim ele vai morrer.”

Meu beta, Shane, estava ao meu lado, ainda sangrando, mas rosnando de ódio. “Alfa! O senhor precisa se vingar! Essa ômega fez isso com ele!”

Droga!

Por que acreditei nela? Por que a deixei sozinha com ele?

Tudo isso era culpa minha. Eu devia ter ficado.

A raiva me tomou por completo. Senti o poder dentro de mim explodir, o ar ao redor ficando pesado, denso. Meus olhos ficaram vermelhos — o instinto de lobo assumindo o controle.

Virei-me para ela, a voz rouca e cheia de fúria.

“Foi você! Por que faria mal a ele?!”

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