POV em Terceira Pessoa
“Caesar, traga o contrato! O acordo de participação acionária com a família Mary!”
Sr. Lynn tomou uma decisão rápida, ordenando Hudson antes que as coisas saíssem ainda mais do controle.
O salão inteiro se agitou — será que eles realmente iam apresentar o contrato ali, naquele momento?
Mas o Sr. Lynn não estava agindo sem motivo — Aubrey, o ômega que eles sempre subestimaram, era simplesmente esperta demais.
Primeiro, ela destruiu a fachada cuidadosamente mantida pela família Lynn, virando a multidão contra Aurelia. Depois, expôs o contrato ganancioso, pintando a família Lynn como oportunistas — um pecado desprezado por todos os lobisomens, mesmo que só na aparência. Por fim, ela coroou tudo invocando o nome do Alfa Henry — uma ameaça que ninguém ousava ignorar.
Ela encurralou a família Lynn. A escolha mais inteligente agora era anular o contrato, deixar Aubrey sair satisfeita e preservar o que restava da reputação deles.
Quando o documento foi trazido, o Sr. Lynn falou alto para todos ouvirem.
“Só pedi as ações naquela época porque estava preocupado que Jax não tratasse minha filha direito. O plano sempre foi devolvê-las quando Bailey atingisse a maioridade. Já que você insiste tanto, tudo bem — leve-as!”
Jax piscou, surpreso. A família Lynn estava desistindo do contrato tão facilmente e agindo como se não fosse nada — será que ele tinha julgado todos eles errado esse tempo todo?
Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, Aubrey avançou.
Ela tirou um documento dobrado de sua bolsa — tinha vindo preparada.
“Nesse caso, eu, Aubrey, peço a todos aqui que sejam testemunhas: ambas as versões do contrato serão destruídas aqui e agora. O acordo está anulado.”
Jax ficou paralisado de choque. Como ela sabia a combinação do cofre dele? Quando ela foi em casa buscar o documento?
Mas já era tarde para protestar. Diante de todos, Aubrey rasgou os documentos ao meio.
Não havia mais volta.
E então — outro documento apareceu.
Ela desdobrou uma nova folha, com as palavras “Acordo de Transferência de Ações” impressas claramente no topo. Todo lobisomem presente podia ler de onde estava.
“Para evitar disputas futuras, Sr. Lynn, por favor, assine aqui.”
Ela ainda lhe entregou uma caneta.
Se Charles tivesse levado Aubrey embora antes, ou impedido que ela falasse, nada disso teria acontecido.
A câmara de punição da família Lynn era uma cela fria e escura, onde a luz nunca chegava. Ficar lá tempo demais podia enlouquecer até o mais forte.
Para Charles, que sempre foi o queridinho da família, era seu primeiro contato real com consequências. Até então, regras familiares, avisos dos mais velhos — sempre foram só palavras. Agora, eram barras de aço prestes a se fechar ao redor dele.
Mas ele não discutiu. Não protestou. Saiu em silêncio.
Porque, mesmo agora, ele não se arrependia.
Se o que Aubrey disse era verdade, então merecia ser ouvido.
Ele só precisava de tempo — para descobrir quem sua família realmente era.
Ao redor do salão, a limpeza era constrangedora e silenciosa. Um garçom esbarrou em um ornamento de presa de lobo na parede — ele caiu com um baque oco e ecoante.
Pouco depois, três médicos da alcateia chegaram apressados, kits médicos nas mãos.
Sr. Lynn havia desmaiado de raiva.

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