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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 224

Não é que, pelo fato de a origem do contrabando ser irregular, houvesse garantia de que o medicamento seria interceptado. A questão é que, com uma busca de escopo tão amplo e internacional, qualquer pista que correspondesse ao perfil clínico de Marília seria levada diretamente até Daniel.

Alana sentiu-se bastante triste por dentro. Ela estivera casada com Daniel por dois anos, mas não fazia a menor ideia de que Marília existia. Ela não sabia nada sobre o real estado de saúde da jovem, mas o fato de ele ter mobilizado pesquisas em todo o mundo indicava que a doença cardíaca era extremamente difícil e complexa. Daniel realmente fazia de tudo para salvar Marília.

O clima do lado de fora da sala de emergência do Hospital era pesado; o silêncio era tão profundo que se podia ouvir um alfinete cair. Esse silêncio foi quebrado pelo toque repentino de um celular. Daniel pegou o aparelho, deu uma olhada rápida no visor e desligou sem atender. Alana lembrou-se de que ele tinha assuntos muito importantes para despachar no Grupo de Daniel hoje. Embora não soubesse por que ele havia retornado ao hospital, era evidente que ele estava atualmente consumido pela gravidade da doença de Marília e não conseguia se dedicar ao trabalho.

— Sente-se aqui, Alana. — Suzi puxou-a delicadamente para se sentar no banco no canto do corredor.

Alana sentou-se e deu um tapinha no assento ao lado, indicando que a Suzi também deveria se acomodar. Enquanto isso, os dois funcionários responsáveis pela negligência, que aguardavam para serem criticados, esperavam trêmulos do lado de fora da sala de cirurgia, sem ousar se aproximar da silhueta imponente de Daniel.

Meia hora depois, a luz vermelha no canto superior direito da sala de emergência finalmente mudou para verde. A porta se abriu e vários cirurgiões saíram. Alana se levantou rapidamente e foi até lá junto com Youzi.

— Sr. Daniel, a paciente ainda está em estado crítico e precisa ser observada na unidade de terapia intensiva. Se ela sobreviver e se mantiver estável pelas próximas quarenta e øito horas, ficará bem. — O médico instruiu repetidamente: — O senhor não deve, de forma alguma, perturbá-la ainda mais. Se ela tiver algum pedido, por mais difícil que seja, o melhor é atendê-lo imediatamente e evitar que ela fique excessivamente emotiva. Resta saber se o organismo dela vai resistir.

As palavras do especialista — "Qualquer que seja o pedido dela, é melhor você atendê-lo" — ecoaram como um eco incômodo nos ouvidos de Alana. Ela levou Suzi de volta para a ala VIP, e a amiga também ficou sem palavras diante do veredito médico.

— Alana, você acha que o Daniel vai ceder e tentar tirar a Mariela de problemas na polícia por causa da Marília?

Alana balançou a cabeça de forma negativa; ela genuinamente não sabia. Toda a notícia sobre o crime havia sido rigidamente abafada por Daniel, provavelmente para o bem de Marília! Ele temia que ver as reportagens sobre os crimes da irmã a deixasse chocada.

— Mas pensando por outro lado... se o escândalo não virar público, não seria ainda mais fácil capturar a Mariela e resolver tudo nos bastidores sem chamar a atenção da mídia? — Suzi analisou os prós e os contras de cada camada de forma muito minuciosa.

Quanto mais minuciosos eram os preparativos e as amarras de Daniel, mais pesado ficava o coração de Alana. Ela suspirou e disse:

— O Daniel provavelmente terá que ficar plantado na porta da UTI pelos próximos dois dias.

— Perfeito, então eu vou ficar aqui direto com você. — Suzi se virou e sentou no catre de acompanhante. — Mesmo tendo ficado em casa nesses dois dias, fiquei pensando na sua situação o tempo todo e não consegui comer nem dormir direito. É muito melhor ficar aqui instalada com você, assim eu relaxo.

Sem hesitar, Alana recusou:

— O Feriado de Ano Novo está chegando, Suzi, então você não precisa mais se desgastar aqui. O Daniel me garantiu que minha mão vai melhorar com o tratamento contínuo. Estou me sentindo muito melhor agora, então não preciso que você passe a noite comigo.

Durante o período do Ano Novo, ir ou permanecer em um hospital é considerado um grande azar pela cultura mais tradicional, especialmente porque a mãe de Suzi, era extremamente supersticiosa com essas datas. Alana insistiu firmemente para que a amiga não se sacrificasse. Sem outra escolha diante da obstinação da designer, Suzi acabou partindo no final da tarde.

A cuidadora contratada apenas preparava as três refeições diárias de Alana durante o dia e retirava-se ao cair da noite. Após o jantar, a profissional guardou sua marmita e, olhando para a mesa de cabeceira vazia, perguntou com estranheza:

— Sra. Alana, o seu marido não vem passar a noite hoje?

— Ele tem assuntos urgentes para resolver. — Alana desviou o olhar para o sofá vazio.

— Ora, mas nada deveria ser mais importante do que dar assistência à própria esposa! — comentou a cuidadora enquanto organizava os pertences no quarto. — A senhora vai conseguir se virar bem sozinha? Mal consegue encher um copo d'água utilizando apenas a mão esquerda.

Era preciso segurar com firmeza e fechar bem a tampa da chaleira térmica antes de servir, uma tarefa altamente inconveniente para Alana no momento. Mas ela balançou a cabeça com um sorriso cortês:

— Está tudo bem, obrigada pelo zelo. Pode ir assim que terminar de guardar as malas. Até amanhã.

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