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O Segredo por Trás da Traição romance Capítulo 83

Luna parou, e seu coração vacilou por um instante.

Era... o registro de hospedagens de Mateus e Catarina.

Desde que eles reservaram o quarto 1408 do Hotel Continente no ano passado, as visitas se tornaram mais estáveis, ocorrendo quase todo mês.

Cada estadia durava no mínimo três dias, chegando a sete.

No aniversário de Catarina deste ano, Mateus não "viajou a negócios". Os três até jantaram juntos para comemorar.

Não houve nada de estranho, mas na semana anterior ao aniversário dela, ele viajou a negócios por quatro ou cinco dias.

Fazendo as contas, as datas batiam.

Ele realmente foi viajar com Catarina.

Lembrando-se de suas palavras apaixonadas de que "ela era a mais importante", Luna esboçou um sorriso de escárnio.

Que irônico.

A pequena chama de comoção que havia surgido foi brutalmente apagada por essas evidências, deixando apenas ondas de dor.

Quando Mateus se aproximou, ela desligou a tela do celular, afivelou o cinto de segurança e pousou a mão sobre o abdômen.

Uma inquietação sutil a invadiu.

Em um momento como este, ela não podia engravidar.

Se engravidasse, Mateus e Daisy certamente a fariam ter o bebê.

Para ela, Mateus já estava sujo.

Um filho que compartilhava seu sangue, ela acharia difícil aceitar. Mesmo não sendo uma pessoa fria e sem coração, ela não queria viver uma vida de conflito e dor.

Além disso, para a criança, nascer em uma família fadada a ser incompleta, privada do amor materno, causaria uma grande sombra e dano em sua infância.

Então, por que trazê-la a este mundo?

O carro parou na beira da estrada, em frente à entrada do museu. Luna mal havia soltado o cinto de segurança quando alguém bateu na janela.

Era Catarina.

Através do vidro, podia-se ver seu rosto puro e belo, irradiando um sorriso brilhante e adorável.

Luna abriu a porta, desceu e ouviu Catarina dizer com entusiasmo:

— De longe, parecia o carro do Mateus, e era mesmo! Bom dia, Luna.

Luna forçou um sorriso e disse, em tom de provocação:

— Ele raramente usa este carro para vir trabalhar, não é? E ainda assim você reconheceu?

Era um chupão.

Ontem à noite eles...

Seus passos hesitaram por um momento.

Catarina notou seu olhar, cobriu a marca com a mão, constrangida, em um gesto que denunciava sua culpa.

Ela piscou timidamente, as orelhas avermelhadas.

— Está muito visível?

Um sorriso frio se formou nos lábios de Luna.

— Você e seu namorado estão morando juntos?

— Não exatamente. Ele é muito ocupado, então vem me ver de vez em quando.

Catarina parecia um pouco sem graça, mas seus olhos, ao olharem para Luna, continham um brilho de alegria e orgulho.

— Ontem à noite, liguei para ele dizendo que estava com dor de estômago, e ele largou tudo o que estava fazendo para vir ficar comigo.

— Ele passou a noite me mimando com palavras doces e carinhos. Pedi para ele não deixar marcas em um lugar tão óbvio, mas ele insistiu. Agora nem sei como vou aparecer em público. Terei que ir ao banheiro para cobrir com corretivo.

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