Uma pessoa que podia chamá-lo com um simples telefonema, não era importante para ele?
Se ele não podia viver sem ela, por que se envolveria em um relacionamento impróprio com Catarina?
Luna não entendia.
Talvez as palavras que Mateus dizia agora fossem verdadeiras, mas como ele escolheu traí-la, Catarina seria para sempre um espinho que não poderia ser removido entre eles.
Mesmo que seu coração se comovesse, ele acabaria por se acalmar.
A razão e a lucidez restantes ainda lhe diriam qual era a escolha certa a fazer.
Ela não era tão magnânima.
E não conseguiria perdoar e seguir em frente com um sorriso.
Afinal, o dano que eles lhe causaram era real.
— Certo.
Ela respondeu com um sorriso.
Mateus apertou sua mão e, olhando para seu rosto sorridente e gentil, levantou-se e inclinou-se para beijar seus lábios. O coração de Luna se contraiu, e a imagem dele e de Catarina se beijando apaixonadamente invadiu sua mente.
Náusea, enjoo.
— Humm...
Ela não conseguiu se conter e cobriu a boca com a mão.
Mateus parou, surpreso, e perguntou, nervoso:
— Querida, o que foi? Está com vontade de vomitar? É o estômago?
Luna acenou com a mão.
— Não, não. Acho que comi demais.
— Tem certeza de que está tudo bem? — Mateus ainda parecia preocupado.
— Sim, estou bem.
Ele franziu os lábios, e de repente uma ideia lhe ocorreu, seus olhos brilhando de alegria.
— Querida, sua menstruação este mês ainda não veio, não é?
Luna ficou atônita por um momento. Pela expressão dele, ela sabia exatamente o que ele estava pensando.
Gravidez.
De fato, sua menstruação deveria ter chegado por esses dias.
O aplicativo de ciclo menstrual marcava para hoje.
Sua menstruação sempre foi muito regular, atrasando no máximo um ou dois dias.
Mas com a pergunta de Mateus, ela sentiu uma ponta de insegurança e pânico.
— Quero, mas... não sei se serei uma boa mãe, e não me sinto preparada...
— Não se preocupe, querida. Eu estou aqui, não estou? Vou crescer e aprender junto com você. Seremos pais competentes juntos.
Mateus prometeu solenemente:
— Seja menino ou menina, eu os amarei muito.
— Vamos esperar alguns dias. Se sua menstruação não vier, vamos ao hospital fazer um exame, que tal? Pode ser uma boa notícia.
Luna assentiu, colocando a mão sobre o abdômen e disse em voz baixa:
— Se realmente estiver, então é o destino.
Mateus se levantou.
— Não use salto alto nos próximos dias, tome cuidado. Você vai ao museu mais tarde, não é? Seu carro ainda está lá, eu te levo.
— Certo. E o carro que bateu?
— Peço para o motorista de casa levá-lo.
— Ok.
Luna não se maquiou. Arrumou suas coisas e entrou no outro carro que Mateus costumava dirigir, um Land Rover. Assim que fechou a porta, seu celular na bolsa apitou.
Ela o pegou e leu: [Em 19 de junho do ano passado, Mateus e Catarina se hospedaram pela primeira vez no Hotel Continente. Em 2 de julho, a segunda vez. Em 26 de julho, a terceira. Em 9 de agosto, a quarta, por três dias. Em 25 de agosto, por dois dias. Em 4 de setembro, a sexta vez, por quatro dias. Em 21 de setembro, aniversário de Catarina, ficaram por cinco dias, e depois Mateus a levou para uma viagem de uma semana para a Cidade Ondas e a Cidade Rena... Em 8 de novembro, Mateus reservou oficialmente o quarto 1408 por tempo indeterminado. Em 1º de dezembro...]

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....