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O Segredo por Trás da Traição romance Capítulo 16

Eram todas as coisas que ela amava desde a faculdade, e não era a primeira vez que Mateus as comprava para ela.

Embora houvesse lugares na Zona Sul, onde moravam, Luna era uma pessoa nostálgica e sempre preferiu o sabor das lojas perto da universidade, na Zona Norte.

Da Zona Sul para a Zona Norte, a viagem levava uma hora e meia; ida e volta, três horas.

Ela se lembrava de que sempre fora assim.

Seja na universidade ou depois de se formarem, sempre que ela dizia que queria comer algo, não importava se era de madrugada, o quão longe fosse ou o quão difícil fosse de encontrar, ele saía de carro para comprar.

Às vezes, era apenas um comentário casual sobre um desejo repentino, e aquilo aparecia diante dela em questão de minutos, horas ou no dia seguinte.

Ou, como hoje, ele a surpreendia de vez em quando, seja com comida, flores, pulseiras, colares, brincos ou pequenos itens como elásticos de cabelo.

Ele sempre se esforçava para agradá-la.

Luna não entendia se o amor dele era sincero ou fingido.

Se era sincero, por que a trairia?

Se era fingido, como pôde manter a farsa por seis anos?

Uma amargura brotou em seu coração, infiltrando-se em cada célula de seu corpo.

Ela se esforçou ao máximo para reprimir a vontade de chorar e manter a voz firme.

— Por que você foi até lá? É tão longe. Meu apetite sempre foi pequeno, e ultimamente estou apenas cansada. Um bom descanso resolverá.

Ela também temia que ele percebesse algo estranho. Enquanto falava, abriu as embalagens e olhou para a comida. De repente, parecia não gostar mais tanto delas.

Não tinha a menor vontade de comer.

— Demorei um pouco no trânsito, já esfriou — disse Mateus, pegando a sacola. — Vou esquentar.

Luna respondeu:

O lavabo do primeiro andar ficava na curva à direita da escada.

A voz era de Mateus.

O conteúdo da conversa era um pouco indistinto, mas ela ouviu claramente a palavra "amor".

As pupilas de Luna se dilataram por um instante. Instintivamente, ela recuou o pé do degrau, moveu-se em direção à curva e, após hesitar, ligou o gravador do celular.

Mateus falava com a pessoa do outro lado da linha em um tom suave e tranquilizador:

— Tudo bem, tudo bem, eu entendi. Encontre alguém para fingir por enquanto, ela não vai suspeitar. Depois de amanhã eu vou ficar com você, está bem?

Sua voz era baixa, mas era fácil perceber a ternura e o carinho nela.

Antes, aquele tom e aquela maneira de consolar eram exclusivamente dela.

Agora, ao ouvi-lo consolar outra mulher, o coração de Luna apertou, e uma névoa fina se formou em seus olhos. Uma lágrima cristalina finalmente escorreu por sua bochecha.

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