Com a voz e a reação de Luna, todos na emergência se viraram para olhar, seus olhares alternando entre Mateus e Catarina. Alguns já mostravam expressões de desprezo.
Apesar de o hospital não ser um lugar frequentado regularmente pela alta sociedade e a maioria não os reconhecer, ainda era um lugar público.
Se a situação se tornasse um escândalo e alguém gravasse e postasse online, sua identidade seria facilmente descoberta.
Depois de ponderar, Mateus segurou a mão dela e implorou em voz baixa: — Querida, estamos em um hospital. Muitos pacientes precisam de silêncio. Vamos para casa primeiro e, quando chegarmos, eu te explico, tudo bem?
Luna não demonstrou piedade. — Então explique logo, para não perturbar o descanso dos outros.
Mateus olhou para sua expressão séria e irritada e, já tendo uma resposta pronta, disse com um ar de desamparo: — Foi ela quem me ligou. Eu a ouvi chamando seu nome de forma confusa e dizendo para você ir ao hospital. Fiquei com medo de que algo tivesse acontecido, e como você está grávida, não quis te assustar. Pensei em vir ver o que estava acontecendo.
Grávida?
Sentado na cama recebendo o curativo, Lucas, ao ouvir isso, franziu levemente a testa. A luz em seus olhos se concentrou, pousando suavemente nas costas finas e esguias de Luna.
Luna ficou surpresa.
Ele criava desculpas com uma facilidade impressionante. Mentir, para ele, já não era mais um desafio.
Ela escondeu a complexidade em seus olhos, exibindo uma mistura perfeita de tristeza e dúvida.
A tristeza era real, a dúvida, fingida.
A combinação das duas tornava difícil perceber qualquer coisa estranha.
Ao lado, os olhos de Catarina estavam vazios e desapontados. Vendo que os olhos dele estavam cheios apenas de Luna, sentiu como se algo apertasse seu coração com força, uma dor que a fez respirar mais devagar.
E agora, ela ainda tinha que ajudá-lo a encobrir a mentira.
Quando Luna olhou para ela, um sorriso forçado apareceu em seu rosto pálido. — Eu também fiquei surpresa quando o vi. Eu estava tonta depois de desmaiar, mal conseguia enxergar direito. Acho que, como o seu nome e o dele estão na letra S da minha lista de contatos, eu cliquei no errado.
Sua voz ainda era fraca e suave. — Depois que ele pagou minhas despesas médicas, pedi que ele te avisasse. Ele não te mandou uma mensagem?
Que atuação brilhante.
Quem trai a confiança de alguém deveria engolir dez mil agulhas de prata e ter um fim trágico.
Quando estava prestes a dizer algo, Catarina, que não aguentava mais assistir, interrompeu o breve momento de ternura entre eles.
— Luna, hoje eu realmente devo muito a Mateus. Se não fosse por ele, eu não sei o que teria feito. Me desculpe. Por favor, não fique com raiva dele.
Luna interrompeu seus pensamentos e, virando-se para o rosto falso e dissimulado de Catarina, franziu a testa. Seu tom era frio. — E o seu namorado? Ele não está na sua lista de contatos?
A expressão de Catarina congelou por um instante. — Ele... claro que está. Mas eu estava tonta, não conseguia ver direito, e a primeira pessoa em quem pensei foi você.
Dizendo isso, ela suspirou, com um ar frágil, e massageou as têmporas. — Além disso, ele viajou a trabalho ontem à tarde e só volta em alguns dias. Mesmo que eu ligasse, ele não poderia vir. Sempre que preciso dele, ele não está. Ai, eu nem sei se estar com ele é a coisa certa.
— Isso significa que ele não se importa com você. Que tal me dar o contato dele? Eu ligo e dou uma lição nele por você.
Um pânico brilhou nos olhos de Catarina, e ela disse apressadamente: — Você está grávida, não vale a pena se estressar com uma coisinha dessas. Mais tarde, quando minha dor de cabeça melhorar, eu mesma ligo para ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....