A cabine descia e balançava com o movimento.
Adelina se assustou e sentiu o corpo flutuar.
A sensação de falta de peso, sem ter os pés no chão, a fez fechar os olhos com força, nervosa.
No segundo seguinte, ela sentiu que havia caído em um abraço quente.
Sua cintura foi envolvida por um braço forte e poderoso.
Ela ficou paralisada por um momento, o coração batendo forte, e abriu os olhos trêmulos.
O rosto de Ricardo estava muito próximo, e seus olhos insondáveis a encaravam intensamente.
Seus lábios finos se moveram, e seu tom era um tanto zombeteiro.
“Assustada a esse ponto?”
Os cílios de Adelina tremeram. Só então ela percebeu que estava sentada de lado no colo dele.
O coração bateu ainda mais forte, seu rosto ficou constrangido e as orelhas começaram a queimar.
“Você... o que você está fazendo?”
Ela tentou se levantar, mas sua cintura estava presa e ela não conseguia se mover.
“Por que você me puxou para cá? Que susto!”
Os cantos dos olhos de Ricardo se ergueram enquanto ele a observava com calma.
“O quê, só tem essa coragem?”
Adelina disse, irritada: “Não é da sua conta, me solte.”
A posição era muito íntima, e em um espaço tão pequeno, parecia extremamente ambígua.
Mas Ricardo simplesmente não a soltou.
Não apenas não a soltou, como seu braço a envolveu com mais força, trazendo-a para mais perto de seu peito.
Adelina estava quase completamente pressionada contra ele e rapidamente apoiou as mãos em seus ombros.
Seu rosto ficou vermelho de vergonha e raiva: “Você... o que diabos você quer!”
Mas Ricardo parecia perfeitamente calmo: “Nada.”
Adelina ficou sem palavras: “Se não quer nada, então me solte.”
Inesperadamente, Ricardo estreitou os olhos, seu olhar de repente um tanto sugestivo.
“O quê, você quer que eu faça alguma coisa?”
“Não foi isso que eu quis dizer!”
“Não?”
“Realmente não!”
O assunto havia se desviado para um lugar desconhecido.
Adelina estava completamente confusa, sem saber o que dizer.



Como poderia ser? Ela devia ter ouvido errado.
O rosto de Adelina estava constrangido, e ela olhou para outro lugar, resmungando baixo.
“Obrigada, mas não precisa. Posso segurar na barra.”
Depois que ela falou, não houve resposta.
Olhando para baixo, ela viu que Ricardo já havia desviado o olhar para a janela, como se não tivesse ouvido nada.
Adelina ficou completamente sem palavras. Vendo que a vista estava cada vez mais baixa, ela decidiu aguentar.
O tempo passou, segundo a segundo, parecendo estranhamente longo.
Quando a cabine chegou ao ponto mais baixo, Adelina finalmente suspirou de alívio.
“Hora de descer”, ela lembrou suavemente.
Ricardo murmurou um “hum” e finalmente removeu a mão de sua cintura.
Mas, naquele momento, antes que Adelina pudesse se levantar, o funcionário já havia aberto a porta da cabine.
As três crianças já haviam descido e estavam atrás do funcionário, esperando por eles.
Três cabecinhas espiaram por trás do funcionário e viram a situação de Adelina e Ricardo.
Instantaneamente, seis olhos se arregalaram.
Daniel fez um som de “Ih!”, muito surpreso.

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