Se aquela menina fosse sua filha, como seria maravilhoso…
Infelizmente, ela não tinha essa sorte…
Ela enxugou as lágrimas, suprimiu toda a amargura e tristeza, escondeu novamente sua ferida e forçou um sorriso.
“Pronto, as coisas tristes já passaram. Eu estou bem. Venha, vou secar o seu cabelo.”
A menina hesitou, querendo dizer algo, mas no fim não disse nada e sentou-se quietinha.
Quando as duas saíram, Ricardo já esperava há um bom tempo com os dois meninos.
“Mamãe, por que vocês demoraram tanto?”
Marcelo e Daniel seguravam um sorvete cada um e comiam alegremente.
Daniel tinha um círculo de creme ao redor da boca, o que era engraçado e fofo.
Adelina não mencionou o que havia acontecido e apenas disse: “Demorou um pouco para secar o cabelo, vamos indo.”
Marcelo entregou o sorvete fechado que segurava para Mariana e em seguida olhou para a mãe.
Ele notou que os olhos da mãe estavam um pouco vermelhos e inchados, como se ela tivesse chorado, e perguntou.
“O que aconteceu com os seus olhos, mamãe? Aconteceu alguma coisa agora há pouco?”
Adelina pigarreou, fingindo que nada havia acontecido.
“Não foi nada, só um bichinho que entrou no meu olho, aí eu esfreguei.”
Daniel acreditou. “Ah? Então seu olho está bem, mamãe? Não está doendo?”
Adelina balançou a cabeça e, sorrindo, bagunçou o cabelo do pequeno.
“A mamãe está bem, não se preocupe. Vamos.”
Daniel disse “Ah”, e voltou a comer seu sorvete alegremente.
Marcelo, no entanto, ficou pensativo.
O olhar de Ricardo era profundo enquanto ele também encarava Adelina, sem que se soubesse o que ele pensava.
Naquele momento, ele não perguntou nem disse nada, apenas saiu com o grupo.
Depois, os três pequenos foram em vários outros brinquedos, mas Adelina já não tinha mais ânimo e não foi em nenhum, apenas ficou esperando embaixo.
Quando voltaram, já estava escuro.
Os três pequenos jantaram no parque de diversões no início da noite. No caminho de volta, estavam tão cansados que mal conseguiam manter a cabeça erguida e logo adormeceram.
Adelina também estava um pouco cansada, mas bem. Apoiou-se no assento e ficou olhando a paisagem urbana pela janela.
Ricardo olhava para ela de vez em quando, com os lábios levemente cerrados.



Ele não se moveu, claramente esperando por sua resposta.
Um segundo, dois segundos, três segundos…
Adelina moveu os lábios suavemente e sussurrou: “Boa noite”.
Ricardo, satisfeito, finalmente se foi.
Adelina ficou parada onde estava e, depois de um longo tempo, soltou um suspiro lento e subiu as escadas.
Na casa ao lado, Ricardo levou Mariana no colo de volta para seu quarto de princesa.
Assim que tocou a cama, a menina acordou.
Ela esfregou os olhos e sentou-se. “Papai.”
Ricardo murmurou um “uhum”. “Acordou? Já estamos em casa. Daqui a pouco, a Joana sobe para te dar banho.”
Mariana respondeu com uma voz suave, e o sono se dissipou um pouco.
Vendo isso, Ricardo, que pretendia chamar Joana, mudou de ideia e sentou-se de repente na beirada da cama.
“Mariana, a senhora chorou hoje enquanto trocava sua roupa?”
Ao ouvir isso, Mariana piscou, hesitou por um momento e depois assentiu.

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