NARRADORA
Suas botas rangiam esmagando muitas de suas novas amigas e o chiado de advertência se ouviu por todos os lados.
Enquanto punha a barca em movimento, de pé, com firmeza e empurrando o fundo lamacento com os remos, sentia movimento no couro.
Suas botas altas ajudavam muito e barravam a maioria dos ataques, mas algumas mais atrevidas saltaram para mordê-lo por cima da calça.
Fenrir não parou na perseguição. Seus bíceps fortes explodindo com os movimentos vigorosos dos remos.
Parecia um perseguidor de manicômio em busca de vingança.
E o pior era o que ele planejava fazer.
Seu lobo mobilizava sua magia selênica para contrabalançar os venenos que tentavam circular pelo sangue.
De repente, um chiado agudo se escutou e uma das serpentes saltou alto, ficando presa na parte superior da coxa e muito perto de seus ovinhos.
Fenrir olhou para baixo na hora, vendo cintilar a cor laranja do corpo reptiliano, com listras pretas, ondulando no ar.
Soltou um suspiro de alívio ao comprovar que ela errou.
—Nena, esse pau aqui já tem dona; procura outro macho —ele a tirou de cima como pôde, porque a desgraçada estava bem agarrada, e depois a jogou no montinho.
—Gale, melhor a gente se apressar ou estaremos a ponto de receber o boquete mortal…
Gale ficou sem palavras para responder.
As coisas que ocorriam à sua contraparte eram de pirar.
O mesmo descobriu o macho que ia na frente.
Estava muito seguro de que tinha eliminado a possibilidade de perseguição.
Por isso se espantou demais ao escutar o som de um bote próximo.
Era tanta névoa e noite escura, que não via com clareza.
Mas, de repente, sentiu um assobio que agitou o ar e algo frio impactou contra seu rosto quando ficou olhando para uma direção.
¡PAF!
O “projétil” acertou sua bochecha e ele se abaixou, parando os remos, só para se dar conta de que era uma cobra viva!
Os caninos tinham sido esvaziados há pouco do veneno, mas mesmo assim foi atacá-lo com raiva.
No entanto, ele era imune a quase todos esses venenos simples porque nasceu no pântano.
Mas não contou com a chuva de répteis que caiu em cima dele!
—Que diabos é isso?! —rugiu, impactado.
Que tipo de maluco arremessava serpentes como pedras no meio da escuridão da lagoa?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...