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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 732

NARRADORA

Os olhos de Marius quase saltaram das órbitas.

A cena arrepiante e inacreditável que se desenrolava diante deles era algo que ele jamais esqueceria.

Cadeias sólidas, enferrujadas, vivas, serpentearam pelo ar, disparando de dentro das portas.

Uma névoa negra e densa se movia nas profundezas, escondendo algo que ele tinha certeza de que não queria ver.

Olhar diretamente para o abismo além daquela entrada era praticamente impossível.

Mas havia uma mulher levitando no ar, enfrentando a pressão e o perigo de frente.

Aquelas correntes se enrolaram em suas pernas e braços como grilhões sobrenaturais.

Os fios vermelhos do sangue de Victoria se entrelaçaram com os elos de aço, e a luta começou.

Marius não conseguia ver claramente o rosto de Victoria, mas isso não o impedia de imaginá-lo.

Ela falava naquela língua cortante, difícil. Mal tinham lhe ensinado um feitiço e ele já achou complicado demais.

Mas ela rugia encantamentos macabros, ordens que chamavam pela morte.

O vento açoitou o pântano, passando por tumbas esquecidas que pareciam chorar e gritar como fantasmas.

Ao seu lado, Edgar tremia de medo, mas Marius só conseguia sentir uma excitação que deixava seu pau duro.

O poder... o poder embriagante que acompanhava aquela fêmea.

Os trovões começaram a iluminar o céu, a lua se escondeu, mergulhando tudo na mais profunda escuridão, e então eles começaram a emergir.

Victoria puxava as correntes encantadas, forçando os corpos adormecidos a despertarem.

Ele viu os passos saírem de dentro da névoa negra, botas sujas se arrastando, roupas em farrapos.

O coração de Marius disparou ao reconhecer muitos daqueles rostos apodrecidos e mutilados.

Eles foram guerreiros, o exército usado pelo General Hagen para destruir seus inimigos.

E bastou pensar nesse homem para invocá-lo.

Viu as correntes começarem a se sacudir violentamente, se esticando nos braços e pernas de Victoria, puxando-a para dentro da porta.

Ela rugiu, com seu sangue explodindo em fios vermelhos que dançavam ao redor de seu corpo, e resistiu.

A disputa de forças não durou muito e logo um grito de guerra arrepiante vibrou desde o interior do submundo.

Um morto-vivo vestido com uma armadura branca e preta saltou no ar com sua espada enorme, enferrujada, mas ainda afiada. Direto em direção a Victoria.

Não importava o quanto os laços de sangue ou as correntes tentassem dominar sua vontade, o General Hagen não era qualquer um.

— Ele vai matá-la! — Edgar gritou em pânico.

Sua mente ainda não processava aquela cena fantástica que via.

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