NARRADORA
Os olhos de Marius quase saltaram das órbitas.
A cena arrepiante e inacreditável que se desenrolava diante deles era algo que ele jamais esqueceria.
Cadeias sólidas, enferrujadas, vivas, serpentearam pelo ar, disparando de dentro das portas.
Uma névoa negra e densa se movia nas profundezas, escondendo algo que ele tinha certeza de que não queria ver.
Olhar diretamente para o abismo além daquela entrada era praticamente impossível.
Mas havia uma mulher levitando no ar, enfrentando a pressão e o perigo de frente.
Aquelas correntes se enrolaram em suas pernas e braços como grilhões sobrenaturais.
Os fios vermelhos do sangue de Victoria se entrelaçaram com os elos de aço, e a luta começou.
Marius não conseguia ver claramente o rosto de Victoria, mas isso não o impedia de imaginá-lo.
Ela falava naquela língua cortante, difícil. Mal tinham lhe ensinado um feitiço e ele já achou complicado demais.
Mas ela rugia encantamentos macabros, ordens que chamavam pela morte.
O vento açoitou o pântano, passando por tumbas esquecidas que pareciam chorar e gritar como fantasmas.
Ao seu lado, Edgar tremia de medo, mas Marius só conseguia sentir uma excitação que deixava seu pau duro.
O poder... o poder embriagante que acompanhava aquela fêmea.
Os trovões começaram a iluminar o céu, a lua se escondeu, mergulhando tudo na mais profunda escuridão, e então eles começaram a emergir.
Victoria puxava as correntes encantadas, forçando os corpos adormecidos a despertarem.
Ele viu os passos saírem de dentro da névoa negra, botas sujas se arrastando, roupas em farrapos.
O coração de Marius disparou ao reconhecer muitos daqueles rostos apodrecidos e mutilados.
Eles foram guerreiros, o exército usado pelo General Hagen para destruir seus inimigos.
E bastou pensar nesse homem para invocá-lo.
Viu as correntes começarem a se sacudir violentamente, se esticando nos braços e pernas de Victoria, puxando-a para dentro da porta.
Ela rugiu, com seu sangue explodindo em fios vermelhos que dançavam ao redor de seu corpo, e resistiu.
A disputa de forças não durou muito e logo um grito de guerra arrepiante vibrou desde o interior do submundo.
Um morto-vivo vestido com uma armadura branca e preta saltou no ar com sua espada enorme, enferrujada, mas ainda afiada. Direto em direção a Victoria.
Não importava o quanto os laços de sangue ou as correntes tentassem dominar sua vontade, o General Hagen não era qualquer um.
— Ele vai matá-la! — Edgar gritou em pânico.
Sua mente ainda não processava aquela cena fantástica que via.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...