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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 729

NARRADORA

—Ela pagou alguém pra te curar com o sangue dele?—Ághata perguntou, erguendo a sobrancelha, cheia de desconfiança.

Tinham acabado de escutar o relato da criada.

—Sim, sim, senhora, mas não sei quem foi… acho que um dos guardas… eu tava desmaiada —respondeu, baixando a cabeça com submissão.

—O que ele te perguntou sobre mim? Se tiver falado qualquer coisa…!

—Eu não falei nada, Srta. Celia! Nem aceitei a proposta dele! —ela se ajoelhou no chão, tremendo, como sempre fazia.

—Calma, filha, calma —Ághata segurou a mão dela, que já ia bater na criada.

—Vem cá —puxou-a pra um canto—. Não tinha me dito que ela tava morrendo? Não tem como se recuperar tão rápido, mesmo que seja sangue de um guerreiro forte.

—Bom… agora já não sei, pra mim parecia grave —Celia desviou os olhos, nervosa.

A vida ou morte das criadas não era algo que realmente a preocupava.

Ághata suspirou, refletindo sobre as palavras da garota.

—Acho que temos aqui uma boa oportunidade. Aquela vampira tentou te enganar, plantando uma espiã, mas a gente vai usar a mesma estratégia contra ela.

Disse a Celia, que logo entendeu as maldades da própria mãe.

—Levanta! —gritou com arrogância para a criada—. Você vai aceitar ser a donzela da amante do Lorde, vai fingir que obedece e vai espionar a Celia.

Quanto mais Ághata falava, mais ela se convencia de que tinham achado uma chance única.

—Você vai contar pra ela exatamente o que nos convém, palavra por palavra. E é melhor não nos trair, porque eu não sou boazinha como minha filha, entendeu?

—Sim, senhora —a criada baixou a cabeça.

Mas no fundo dos seus olhos brilhou uma névoa branca que desapareceu logo em seguida no negro das pupilas.

*****

VICTORIA

Naquela noite, saí do banheiro enrolada no meu robe de seda.

Draco tinha mandado caixas e mais caixas com roupas pra mim.

Pena que, com tudo o que rolou, eu não vi a reação da minha querida Celita quando encontrou a lingerie toda melada de porra do Lorde dela.

Alisei o cabelo no espelho, borrifei um pouco de perfume e passei um bálsamo nos lábios.

Com os pés descalços, avancei em silêncio sobre o tapete até a antessala.

Meu macho praticamente tinha se mudado pro meu quarto, e o dele tava jogado de lado.

Me encostei no batente da porta, com os braços cruzados sob os seios, observando ele no sofá.

Tava com a camisa aberta e aquele peitoral sexy todo exposto.

A calça de montaria colava nas coxas grossas e marcava aquele volume pesado no meio das pernas.

Ele procurava uns papéis na mesinha de centro, revirando tudo com a testa franzida.

O cabelo castanho claro bagunçado pelos dedos.

Dava pra ver que tava cheio de preocupação.

Sentia isso no ar do palácio. Inclusive, a partir de hoje, tenho escolta.

Dois dos homens de confiança dele. Draco tá me protegendo… da própria gente dele.

Eu sei que vão pressionar pra ele se livrar de mim. Eu podia ir lá agora e dizer que tenho um poder pra ajudá-lo.

Mas vou confessar… tô testando ele. Quero saber quem ele vai escolher quando o bicho pegar.

A companheira… ou o posto de Lorde?

Ele levanta a cabeça e finalmente me vê espiando.

—Amor? Faz quanto tempo que tá aí? —ele j**a os papéis pro lado e me chama com um gesto.

—Acabei de sair do banho —suspirei, caminhando até ele com mais vontade do que eu deixava transparecer.

A história do passado de Dracomir ainda me doía.

Olhar nos olhos dele agora mexia com toda minha admiração por esse homem em que ele se transformou… e a dor por aquele filhote que ele já foi.

Me sentei de frente no colo dele e passei os braços pelo pescoço tatuado.

Agora eu sabia o que eram aquelas cicatrizes sob a tinta.

Meus seios colaram aos músculos dele e me inclinei pra lamber devagar os lábios dele.

Sensual, lenta, adorando ouvir os grunhidos de desejo e sentir aquele pau acordar logo sob o meu corpo.

Acariciei o cabelo dele, enfiando os dedos entre os fios enquanto deixava um rastro de beijinhos na boca e no queixo.

Draco fechou os olhos e suspirou, se deixando relaxar contra o encosto.

As mãos dele foram pra minha cintura e me apertaram contra ele com força, quase com desespero.

245. EM BUSCA DA MAGIA 1

245. EM BUSCA DA MAGIA 2

245. EM BUSCA DA MAGIA 3

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