NARRADORA
As pupilas de Rousse estremeceram ao ver os dois corpos despencando pelo desfiladeiro.
Não devia ter demorado tanto pra atacar o homem!
Se lançou esticando a mão pra segurar a garota, mas até o fim aquele guerreiro foi um filho da puta.
Agarrou-se a ela com seu último fôlego, até que seus braços não conseguiram mais segurá-la.
Rousse sabia que só arriscando conseguiria salvá-la.
— Saia do meu corpo agora, Meridiana! — ele gritou pra sua fêmea.
“Não, não faz isso, Rousse!” Ela sabia muito bem quais eram suas intenções.
— Droga, depois vou te dar umas boas palmadas!
Rousse rugiu, se jogando no vazio, atrás do corpo inerte da feiticeira.
“Rousse!” Meridiana levou as mãos à boca.
O vento assobiava com violência, as sombras o engoliam, o fundo... era invisível.
O general conseguiu capturar a mulher e seu olhar pousou num galho que saía da encosta.
Não aguentaria seu peso, mas serviria como apoio.
Manobrando no ar, conseguiu segurar a garota contra o peito e se posicionar.
Na hora certa, suas botas bateram contra o galho que se curvou e estalou, quase quebrando.
Rousse aproveitou o impulso pra saltar em direção à encosta de terra.
Trac.
A madeira se partiu, mas ele já estava no ar com uma mão estendida.
Como uma besta selvagem.
Seus dedos mortos cravaram como garras afiadas de gavião e afundaram na terra.
Ficou pendurado por um braço, procurando ferozmente onde enfiar a ponta das botas.
A parede rochosa estava seca e desmoronando; com o peso extra, a situação era crítica.
Rousse olhou pra cima.
Os metros que o separavam da borda pareciam um milagre de se alcançar.
— Amor, sai logo do meu corpo, Meridiana. Se usar sua magia, consegue flutuar até lá — falou entre os dentes cerrados.
Tava pendurado só pela força de vontade.
“Espera, só aguenta mais um pouco, meu macho, só mais um pouco"
“O que vai fazer? Meridiana!”
Rousse começou a se preocupar ao sentir a magia negra deixando seu corpo, mas em vez de escapar, a sombra se infiltrava no corpo da quase morta.
A garota mal respirava.
Meridiana assumiu todo o risco de entrar no corpo dela a um passo da morte.
Esse era o estado em que sua magia funcionava melhor, mas também tinha suas desvantagens.
Se a energia infectasse demais a menina, ela acabaria morrendo sem salvação.
Rousse perdeu toda aparência “normal” quando Meridiana se escondeu no corpo da mulher.
Sem consciência, nem precisava de cerimônia de união.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...