VICTORIA
Eu estava pronta pra acabar com ela.
Sinceramente, só estava esperando a desculpa perfeita, e ela mesma me deu.
Dava pra ver que era caidinha pelo Marius, mas não era culpa minha se ele nem olhava pra cara dela.
Mostrei minhas presas, sibilando de forma ameaçadora; a mão dela se movia em câmera lenta diante dos meus olhos.
“Não se meta, Rousse!”, ordenei mentalmente ao ver que ele ia tentar impedi-la.
Hoje, eu ia dar uma lição nessa metida que ela nunca mais ia esquecer.
Mas no último segundo…
—Sophie, chega! —o grito de Edgar ecoou como um estrondo.
Ele se colocou entre nós e acabou levando o ataque daquela histérica, e eu quase arranhei as costas dele também.
—Sshh —ele gemeu de dor— Você tá louca, sua maldit4 psiquiátrica! A fome embolou seu cérebro!
—Como se atreve a falar assim comigo?! Você sabe muito bem quem eu sou, Edgar, não se engane! —ela retrucou gritando.
Notei que os outros começaram a trocar olhares e a ficar nervosos.
O que estava realmente acontecendo ali?
—Essa vagabundinha não vai tirar o Marius de mim! Ele é meu…!
—Cala a boca de uma vez, porra! —ele deu um tapa forte, e eu a vi cair no chão, segurando o rosto.
O choque brilhava nos olhos arregalados dela.
A bochecha inchava numa velocidade absurda.
Não sou fã de violência contra fêmeas, mas essa Sophie era simplesmente insuportável.
—Vem comigo, louca! —ele pulou em cima dela, agarrou seu braço e a arrastou pra fora da caverna.
—Me solta! Me solta!
A vampira gritava, mas não era páreo pra Edgar, que a tirou dali.
O silêncio constrangedor voltou a tomar conta do lugar.
—Senhorita Victoria, não ligue para as palavras da Sophie, ela só tá com ciúmes —se aproximou uma das mulheres mais velhas.
—Ela sempre correu atrás do Marius, tem delírios de que ele a ama —acrescentou outra—. Mas é óbvio pra todo mundo quem realmente interessa pra ele.
Elas me olharam fixamente, e eu teria que ser muito burra pra não entender o que estavam insinuando.
Fiquei meio desconfortável, mas também não disse nada pra contrariar.
—Vou dar meu sangue pra ele. Tragam mais ataduras —murmurei, voltando pro catre onde Marius tremia, mais pálido que o normal.
Alimentei ele com meu sangue poderoso.
Senti a descarga de prazer quando ele cravou as presas no meu pulso e abriu os olhos vermelhos.
Ficou me encarando enquanto sua boca se movia, e a língua deixava um rastro quente nas perfurações dos caninos.
A excitação da alimentação me percorreu inteira.
Porque não era só companheirismo… admito que Marius me atraía.
O cheiro do sangue dele me agradava, e o físico também, mesmo depois de tudo que passou.
Era um homem bonito, e se estivéssemos em outras circunstâncias, talvez eu já tivesse feito dele meu amante.
Ele desmaiou de novo, processando meu líquido vital.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...