AIDAN
Um arrepio percorreu meu corpo.
Eu estava nervoso, tipo um moleque pego no flagra—pra que negar?
Prefiro mil vezes enfrentar machos hostis do que a sobrancelha levantada da morena na minha frente.
Caramba, ela é uma versão madura da minha Nyx.
— Eu… bem…
Levei a mão à cabeça, coçando os cabelos, pensando como contar sutilmente que já tinha comido o pêssego da filha dela.
— Nem precisa me explicar. Teria que ser idiota pra não saber que já fiquei sem filhas virgens.
Disse minha sogra e deu um passo à frente.
Dei um pulo pra trás, como se tivesse levado um choque.
— Eu vou assumir minhas responsabilidades. Reivindiquei a Nyx como minha…
— E ela te reivindicou também, pelo visto — parou diante do meu peito coberto pela camisa.
— Sim. Ela me deu o selo dela — olhei pra baixo e não consegui evitar de tocar meu peitoral esquerdo com carinho.
Quando voltei a encará-la, ela me avaliava com atenção.
Meu corpo se tensionou de novo. Esperava umas palavras duras, mas ela só suspirou e relaxou a expressão.
— Por um segundo senti que ela precisava de mim. Agora fico feliz por não ter interrompido o que claramente foi uma cerimônia íntima demais.
— Foi instinto… ela se assustou no começo — confessei, olhando pra porta.
— Minha pequena Selenia inocente… ninguém tá preparado pra isso. Cada cerimônia é única, imprevisível… e não importa o quanto te expliquem, o medo de perder seu companheiro… é inesquecível.
As palavras dela se perderam por um instante, presa nas lembranças.
Parece que o sogrão também passou por maus bocados. Admito que um prazer mórbido brotou no fundo do meu coração.
— Mas ela está bem, agora dorme. Eu só ia buscar o café da manhã dela — expliquei.
Talvez quisesse checar se não arranquei um pedaço da filha dela.
Apesar de que… mordidas não faltaram.
— Então deixa ela descansar, depois eu passo pra vê-la. Vamos, venho com você — ela me segurou pelo braço e me levou pelo corredor.
Eu estava mais travado que porta emperrada, sentia uma presença me observando das sombras.
— Não se preocupe com o Silas. Apesar do temperamento, ele está satisfeito com os companheiros das filhas — garantiu.
Duvido muito. Se está feliz, ele disfarça bem demais.
Como se invocássemos uma desgraça só de falar dela, lá estava ele… em pé na sala de jantar, esperando a gente.
O rosto dele parecia um buraco negro de amargura.
Um brilho perigoso acendeu nas pupilas ao ver a mão de Sigrid no meu antebraço.
Ela soltou naturalmente e foi até ele.
— Quando saí do banheiro, você não tava — o olhar dele suavizou quando a pequena mulher acariciou seu rosto.
— Fui dar uma volta com meu genro, não posso? — disse, ficando na ponta dos pés pra beijar o queixo dele.
Me senti como criança vendo os pais trocando carinho na frente de todo mundo.
Os olhos de Silas se estreitaram ao me encarar por cima do ombro dela.
— Não gosto que toque em outros machos — nem tentou disfarçar.
— Tá bom, vou lembrar disso — ela respondeu tranquila, sem se importar nem um pouco.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...