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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 666

AIDAN

Um arrepio percorreu meu corpo.

Eu estava nervoso, tipo um moleque pego no flagra—pra que negar?

Prefiro mil vezes enfrentar machos hostis do que a sobrancelha levantada da morena na minha frente.

Caramba, ela é uma versão madura da minha Nyx.

— Eu… bem…

Levei a mão à cabeça, coçando os cabelos, pensando como contar sutilmente que já tinha comido o pêssego da filha dela.

— Nem precisa me explicar. Teria que ser idiota pra não saber que já fiquei sem filhas virgens.

Disse minha sogra e deu um passo à frente.

Dei um pulo pra trás, como se tivesse levado um choque.

— Eu vou assumir minhas responsabilidades. Reivindiquei a Nyx como minha…

— E ela te reivindicou também, pelo visto — parou diante do meu peito coberto pela camisa.

— Sim. Ela me deu o selo dela — olhei pra baixo e não consegui evitar de tocar meu peitoral esquerdo com carinho.

Quando voltei a encará-la, ela me avaliava com atenção.

Meu corpo se tensionou de novo. Esperava umas palavras duras, mas ela só suspirou e relaxou a expressão.

— Por um segundo senti que ela precisava de mim. Agora fico feliz por não ter interrompido o que claramente foi uma cerimônia íntima demais.

— Foi instinto… ela se assustou no começo — confessei, olhando pra porta.

— Minha pequena Selenia inocente… ninguém tá preparado pra isso. Cada cerimônia é única, imprevisível… e não importa o quanto te expliquem, o medo de perder seu companheiro… é inesquecível.

As palavras dela se perderam por um instante, presa nas lembranças.

Parece que o sogrão também passou por maus bocados. Admito que um prazer mórbido brotou no fundo do meu coração.

— Mas ela está bem, agora dorme. Eu só ia buscar o café da manhã dela — expliquei.

Talvez quisesse checar se não arranquei um pedaço da filha dela.

Apesar de que… mordidas não faltaram.

— Então deixa ela descansar, depois eu passo pra vê-la. Vamos, venho com você — ela me segurou pelo braço e me levou pelo corredor.

Eu estava mais travado que porta emperrada, sentia uma presença me observando das sombras.

— Não se preocupe com o Silas. Apesar do temperamento, ele está satisfeito com os companheiros das filhas — garantiu.

Duvido muito. Se está feliz, ele disfarça bem demais.

Como se invocássemos uma desgraça só de falar dela, lá estava ele… em pé na sala de jantar, esperando a gente.

O rosto dele parecia um buraco negro de amargura.

Um brilho perigoso acendeu nas pupilas ao ver a mão de Sigrid no meu antebraço.

Ela soltou naturalmente e foi até ele.

— Quando saí do banheiro, você não tava — o olhar dele suavizou quando a pequena mulher acariciou seu rosto.

— Fui dar uma volta com meu genro, não posso? — disse, ficando na ponta dos pés pra beijar o queixo dele.

Me senti como criança vendo os pais trocando carinho na frente de todo mundo.

Os olhos de Silas se estreitaram ao me encarar por cima do ombro dela.

— Não gosto que toque em outros machos — nem tentou disfarçar.

— Tá bom, vou lembrar disso — ela respondeu tranquila, sem se importar nem um pouco.

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