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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 637

NARRADORA

Com um único movimento, garras de gelo passaram pela garganta dele, cortando fundo, quase arrancando sua vitalidade.

O sangue respingou sobre a superfície branca, tingindo-a de carmim.

Mas logo o próprio gelo criou uma camada que o impediu de morrer sangrando — porém, suas cordas vocais haviam sido destruídas.

—Não fique bravo, meu companheiro… teremos uma eternidade para desmontá-lo, parte por parte, pedaço por pedaço… —Nyx sentenciou, liberando o lado assassino escondido em toda Selenia.

O sorriso torto naquele rosto tão lindo carregava a loucura sinistra de seu pai.

Ela ergueu a mão e apenas moveu os dedos, ativando runas poderosas que materializaram cinquenta espadas de luz.

Elas surgiram entre as sombras, formando um círculo e brilhando com força.

As pontas afiadas miravam Edmund como uma coroa da morte, e ele já podia sentir o fio cortando cada pedaço de sua carne.

—Sinta só uma parte da dor que sua filha sentiu quando você a usou como um cadáver sem vida!

Nyx gritou, ativando o feitiço e baixando a mão.

A ordem de execução foi dada.

Com um rugido selvagem, as paredes tremeram.

Aidan o ergueu no alto, estrangulado pela mão que agora era a de um carrasco, oferecendo-o como um sacrifício para todas as espadas que desceram sobre Edmund como juízas.

Ele não podia gritar, nem implorar, muito menos xingar.

Todo o seu ódio ficou dentro, e ele começou a sentir o que seria o resto da sua existência — sem controle de absolutamente nada.

Os brilhos místicos refletiram em suas pupilas quando a ponta de uma espada perfurou seu olho, cegando-o.

Uma luz intensa explodiu dentro da prisão de gelo agora tingida de carmim.

Paredes, teto, chão.

O cheiro de sangue se espalhou, excitando os espectros que uivavam com malícia.

Este não era o fim daquele que já foi chamado de Rei Feiticeiro… era apenas o começo de seu calvário.

“MALDITOS, MALDITOS! Aidan Walker, eu devia ter te matado quando levou minha filha para morrer!”

Maldições como essa se repetiram ao longo dos milênios, mas jamais, nem uma vez sequer, sua voz foi ouvida fora da prisão que seu corpo se tornou.

*****

Nas profundezas do desfiladeiro, Drakkar corria na direção oposta de onde havia surgido aquela estranha estrutura congelada.

Ele rastreava a magia corrompida ligada ao poder que gritava para sua alma.

Acima de sua cabeça flutuavam as visões macabras do pai de Lyra.

Bem… agora tinha que chamá-lo de sogro.

Drakkar estava desesperado para terminar com aquilo e voltar.

Com sorte, logo reuniria todo aquele maldito poder e estaria livre para perseguir sua mulher.

“Sinto ele perto”, seu lobo farejou o ar.

153. EVOLUÇÃO DO LOBO 1

153. EVOLUÇÃO DO LOBO 2

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