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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 570

LAVINIA

Eu estava empolgada por ter conseguido. Algo puxava minha magia pra dentro, mas quando dei um passo na soleira, a mão de Laziel segurou meu braço com força.

“Cuidado, tem um inimigo nas sombras.” Meu corpo ficou tenso ao ouvir o aviso dele.

Meus olhos afiados vasculharam a névoa além da barreira com atenção, sentia muita malícia, mas achei que era só por causa da energia sombria acumulada lá dentro.

—Quando eu abri, a porta nunca levava pra esse lugar. Vem, sempre do meu lado —nossas mãos se entrelaçaram e Laziel me guiou.

Não importava o que tivesse lá dentro, a gente precisava encarar, porque eu sentia que era a chave pra voltarmos pra casa.

Nos mergulhamos em outro corredor tomado pela névoa, onde mal dava pra ver nossas silhuetas, e então ouvi a porta se fechar atrás da gente com um estrondo.

Meu coração parou por um segundo. Que diabos estava escondido lá dentro?

“Não tenha medo, eu nunca vou deixar ninguém te machucar.”

A voz perigosa e ao mesmo tempo protetora ecoou na minha mente, me trazendo segurança.

Meus dedos se apertaram entre os dele. Era verdade… o príncipe dos espectros agora era meu amante.

O corredor parecia interminável, opressor, como se as paredes fossem se fechar sobre nós a qualquer instante.

Finalmente vimos uma luz e saímos pra um salão mais amplo, escavado nas próprias entranhas da terra.

A escuridão se acumulava nos cantos, e a única coisa iluminada por uma luz sobrenatural era uma cadeira colocada no meio da caverna, como um trono, e sobre ela… uma mulher.

—Como ela pode estar assim? Será que é igual aos mortos-vivos de Zarek? —fiquei chocada ao olhar pra ela.

Se não fosse pela grossa camada de poeira e a pele acinzentada e murcha, eu juraria que ela só estava dormindo.

—Não, ela tá morta. Olha o pescoço dela —então reparei no corte profundo que rodeava sua garganta.

A mão direita dela caía sem força no braço da cadeira, e a outra… simplesmente não existia, tinha sido cortada.

No chão, havia uma adaga enegrecida com restos de sangue.

—Ela… se matou? —murmurei, avançando pelo caminho de pedras brilhantes que levava até o centro, até aquela mulher misteriosa.

Tinha algo nela que parecia muito familiar...

—É Drusilla de la Croix. Foi minha mãe quem cortou o braço dela —a voz de Laziel soou atrás de mim, mas eu parecia obcecada em tocá-la.

Algo puxava meu corpo em direção à feiticeira de olhos fechados e cabeça baixa.

Seu cabelo era uma mistura de fios brancos e pretos, longo, liso, cobrindo parte do vestido.

Não percebi a atmosfera mudando ao nosso redor, nem o momento em que Laziel não conseguiu mais me acompanhar, nem ouvi os avisos dele na minha mente… eu precisava saber…

86. O RETORNO DAS IRMÃS DE LA CROIX 1

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