NARRADORA
—Não vou te obrigar a nada que você não queira. Não vou te tocar. É só pra nos conhecermos e conversarmos, Nana. Juro pela minha vida, jamais te faria mal.
William disse olhando para a nuca dela, onde a cicatriz de uma mordida ainda não havia sumido por completo.
Era brutal. Dava pra ver que tinha sido feita com selvageria. E de repente, ele sentiu tanto ódio pelo macho que a tinha machucado daquele jeito.
Entendeu por que ela o rejeitava.
Nana não respondeu, só começou a andar com a cabeça baixa, as mãos apertando forte a cesta de cipós.
Mas por dentro, não estava nem um pouco tranquila como fingia, nem tão indiferente a William quanto queria parecer.
Aquele macho grande e forte, como um urso protetor, tinha mexido com ela e com Reina.
Mesmo assim, ela não pensava em ir a nenhum baile… mas isso mudaria mais tarde.
—Chamamos vocês porque precisamos de ideias de como conseguir informações importantes da matilha —Lyra reuniu todos na parte de trás da cabana de madeira.
Não era muito grande, mal tinha três quartos, mais o banheiro e a cozinha, mas pra eles já era muito melhor do que as cavernas.
—E se trocarmos armas por informação?
—Talvez a gente possa se infiltrar.
—Por que é tão difícil ver o curandeiro deles?
—Eles o chamam de sacerdote…
O debate começou e, no fim, não encontraram um caminho seguro.
Ficar sem armas também não era uma opção.
Nem sabiam se existia Gaia desse lado.
Os olhos de Nana cruzaram brevemente com os de Lyra, mas foi só por um segundo.
Lyra não a pressionou, mesmo sabendo que ela talvez tivesse acesso a uma das pessoas mais importantes da tribo.
A conversa esquentou. Comiam carne assada e sugeriam uma ideia mais maluca que a outra.
—Eu faço isso… —disse de repente em voz baixa, e ninguém ouviu no meio da confusão.
—EU DISSE QUE EU FAÇO!! —gritou com mais convicção.
—Ai minha nossa, Nana! Que susto, mulher… —a Lorencita ao lado quase morreu com o grito.
Os olhos prateados de Lyra se encontraram com os dela, num aceno cheio de orgulho.
Nana lembrou perfeitamente o que ela tinha dito sobre seu pai.
Ela não queria mais ser uma vítima.
"Lyra, eu quero ser incrível… igual a você."
*****
Naquela noite, William estava sozinho com o caminho livre.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...