SIGRID
«O choro da minha filha, da minha primeira filha.
—Silas —suspirei entrecortadamente, sentindo a manta de pelo macio sob meu corpo.
Sentia mais fluidos escorrerem entre minhas pernas, a dor mal começando a ceder, e cheiros intensos tomavam conta da caverna.
Um pequeno embrulho foi colocado com delicadeza sobre meu peito.
Abri os olhos para ver a criaturinha enrugada, com cabelos branco-platinados como os de Silas, tão pequenininha, a pele avermelhada, a boquinha minúscula fazendo biquinhos, tentando conter o choro.
Seu narizinho se mexeu, reconhecendo meu cheiro, e com isso foi se acalmando um pouco.
—É nossa lobinha, Sigrid. Ela é tão pequenininha. Ela… está bem? —Silas a olhava, preocupado.
Meus filhos tinham nascido antes do tempo previsto, por isso me atrevi a me afastar de casa.
Eu também a observava com preocupação. As ondas de dor voltavam com mais força.
—Amor, não sei… sinto leite sair dos meus seios. E se eu a alimen...tar? Mnnn —cerrei os dentes, quase gritando; meus outros bebês não aguentariam muito mais.
Precisava continuar empurrando!
—Sigrid… —Silas acariciou meu rosto e secou meu suor com o pano que estava ao lado—. Eu daria qualquer coisa para suportar isso no seu lugar.
—Eu sei, eu sei… Mas não se preocupe, eu consigo, eu posso fazer isso… —confessei, para ele e para mim mesma.
Nossa atenção voltou para a pequena, que voltou a chorar.
Éramos pais de primeira viagem, no meio de uma situação delicada.
Vi Silas estender o dedo indicador, fazendo um corte, e levá-lo aos lábios rosados da bebê.
Tentei detê-lo; seu sangue era muito poderoso, não sabia se dar a ela dessa forma seria bom, mas, incrivelmente, minha filha parou de gemer.
Ao sentir o cheiro do líquido vital, sua boquinha começou a sugar o dedo dele.
Fiquei surpresa ao vê-la soltar pequenos caninos de leite retráteis desde sua gengiva.
Como isso era possível se ela acabava de nascer?
—Silas, ela está se sentindo melhor —sorri para meu companheiro, que também tinha uma expressão de bobo; pelo menos agora ele já não parecia tão sombrio.
—Eu te darei todo o meu sangue, se for preciso. Só… nunca mais faça sua mãe sofrer, está bem? É um trato? —ele falou com uma ternura que nunca pensei que pudesse sair dele.
Fiquei observando-o, completamente apaixonada até a alma.
Apesar de tudo, ele desejou tanto ser pai.
Não importava seu momento de fraqueza ao acreditar que me perderia, ele nunca abandonaria nossos filhotes, tenho certeza.
Ele os amaria mais do que ninguém.
—Como a chamaremos? —perguntei.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...