BRENDA
Agachada, fui rastejando para trás sobre as frias lajotas, tentando evitar ser descoberta.
Entrei pelas portas que haviam sido deixadas entreabertas e corri até o espelho, examinando-me para garantir que não havia folhas da floresta ou qualquer coisa que pudesse me denunciar.
Com o coração disparado, praticamente me joguei na cama, ouvindo as botas ecoando pelo corredor.
A porta se abriu e o Duque Thesio entrou no quarto.
Seus passos vieram diretamente até mim.
Regulei minha respiração enquanto ele parava na beira da cama, me observando atentamente, até se certificar de que eu dormia e então seguiu para o banheiro.
Abri os olhos, cheios de cálculos na escuridão.
Maldito idiota, de que adiantava ser um Duque se não passava de um elemental? Nunca estariam à altura dos poderes dos seres sobrenaturais.
Amanhã, eu me encontraria com aquele vampiro.
Os dias de Thesio estavam contados.
*****
NARRADORA
A vários quilômetros da capital do Ducado de Thesio...
—Droga, achei que ia bater as botas essa noite, parecia interminável — resmungava Tomás, sentado na carroça que os levava de volta à vila.
Atrás deles, ficaram todos os corpos dos inimigos espalhados pela grama ensanguentada, uma verdadeira carnificina, pegando-os desprevenidos, de calças abaixadas e com a guarda baixa.
Nas grandes embarcações que encalharam vindas das terras de Elliot, a guarda da fronteira escoltava seu povo de volta para casa.
Os feridos receberam assistência, como Álvaro, o valente soldado que quase morreu estrangulado por seu rival amoroso.
—Pois é, que noite... — respondeu Aldo mecanicamente, mas sua mente estava ocupada com as imagens do poderoso lycan.
Ele se preocupava se Elliot conseguiu salvar sua família.
—Aldo, onde foi parar o Duque? — Tomás inclinou-se para cochichar.
A carroça sacolejava pelo caminho, seus pés balançando na borda.
—Ele partiu em uma embarcação para suas terras, recebeu uma mensagem urgente.
"Cale a boca, depois te explico em casa" acrescentou em sua mente, sinalizando discretamente com a cabeça, já que o cocheiro e o soldado podiam ouvi-los.
—Aah, claro, claro... — Tomás disse de maneira forçada.
Aldo o olhou divertido, balançando a cabeça.
Se não fosse por seu bom coração e coragem, Tomás seria um tolo completo.
Após quase uma hora de viagem...
—Bem, rapazes, é aqui que nos despedimos — o soldado desceu para se despedir.
O sol já despontava no horizonte daquela noite tempestuosa.
Aldo e Tomás agradeceram, prontos para seguir caminho.
Os homens do Duque cuidariam do resto; eles haviam cumprido sua parte.
—Espero que o Duque pelo menos devolva nossas rações de grãos e o acesso à medicina da floresta — Tomás murmurava enquanto caminhavam sob a lua, pela estrada central da vila.
Uma estrada mais larga e poeirenta que as vielas que se perdiam entre as casinhas.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...