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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 406

KATHERINE

Hesitei um pouco antes de colocar a mão novamente naquele espaço desconhecido.

Observei a ponta do meu dedo, que já estava se curando.

A ideia maluca de que apenas com o meu sangue ou o da minha irmã esse esconderijo secreto se abriria passou pela minha mente.

"Se já está no meio do caminho, continue até o fim", pensei, fazendo uma careta sarcástica, enquanto tomava o último risco e rezava para não perder a mão.

Enfiei a mão no buraco e senti uma superfície dura e metálica. Agarrei com firmeza. Parecia uma pequena caixa, pesada enquanto a ergui.

Através da pouca luz, entre sombras e minhas pupilas se estreitando para focar, percebi que havia encontrado um pequeno porta-joias.

Os detalhes em bronze brilhavam lindamente, a superfície semelhante ao ônix me lembrou daquele colar que dei a Elliot.

Estava tão concentrada observando que não percebi a mudança no ambiente: a luz da lua desaparecia atrás das nuvens tempestuosas, o ar viciado ficava mais denso, as trevas me cercavam.

Tudo aconteceu em um flashback.

Meu corpo inteiro estremeceu, senti meus olhos revirarem, fixos no teto, enquanto imagens de revelações inundavam minha mente – tantas coisas que eu não conseguia processar.

«Uma mulher de cabelos castanhos beijando um homem, rolando em uma cama de lençóis brancos.

Eu não reconhecia nenhum dos dois.

Ela estava tão feliz, eu sentia sua felicidade inundando minha alma, mas isso se transformou em ressentimento e ódio de uma hora para outra.

Puras mentiras. Toda a vida que ele inventou para ela não existia.

Aquele não era seu nome verdadeiro, ele não morava onde dizia, não era órfão, e muito menos iria se casar com ela.

A vi recebendo uma carta sem remetente, convidando-a a um lugar onde uma simples criada como ela nunca poderia entrar. Mas ela foi, chegou ao castelo como parte da criadagem, e lá descobriu a verdade.

Quem ele realmente era, seu nome verdadeiro, sua vida glamorosa e a mulher com quem ele realmente se casaria.

Ela pensou em confrontá-lo, o esperou escondida, teve a oportunidade, a poucos metros de distância, mas alguém a arrastou para a escuridão, tapando sua boca e a capturando.

A verdadeira noiva já sabia da existência da amante, e o pior: que ela não era apenas um capricho, mas uma ameaça real.

Ele a amava, estava começando a duvidar de seus compromissos por causa dela.

A pobre moça nunca mais viu a luz do dia, trancada nas frias masmorras, torturada até que, um dia, foi enviada para ser executada, mas seu carrasco teve tanta pena que a deixou viver.

Ela correu, fugiu tão longe quanto uma alma penada, acompanhada apenas de sua mãe idosa, que adoeceu de angústia durante seu desaparecimento.

Elas se refugiaram nos pântanos ocultos e perigosos, temendo o poder da coroa, em uma velha casa abandonada.

405. A ORIGEM DE MINHA FEITIÇARIA 1

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