KATHERINE
— Venha, aproxime-se com Alexia, mas deixe esse monstro para trás ou não tem acordo!
Olhei para Elliot; ele não parecia ter a intenção de me deixar ir.
— Preciso fazer isso. Não se preocupe, eu consigo, eu posso — tentei acalmá-lo.
Ele não estava nem um pouco satisfeito, movia-se inquieto, rosnando baixinho.
— Além disso, você não pode subir na ponte, pesa muito; ela não aguentaria — apontei outro motivo lógico.
Eu não sabia exatamente como funcionava essa transformação.
No fim, depois de muita insistência, coloquei meus pés naquela ponte cambaleante.
Era estreita; eu segurava aquela mulher contra o peito.
Ela tentava se soltar o tempo todo, mas não deixaria, pois a vida de minha Lavinia dependia disso.
— Já chega de resistência. Se colaborar, tudo isso acabará logo — balancei-a um pouco, apertando seus braços amarrados, suportando seu fedor misturado com os gases do pântano, que subiam como cheiro de ovos podres.
Dava passos arrastados; quase escorregou por entre uma das tábuas velhas que cedeu.
— Alexia, filha, resista! — sua mãe gritava em desespero.
Enquanto segurava seu peso para continuar avançando, vi que a governanta também se aproximava, segurando minha filha.
Fomos assim, metro a metro, um passo de cada vez. Na sua pressa, a Sra. Prescott quase se adiantou até nossa posição.
— Me dá ela! Vamos contar até três! — gritou a menos de dois metros de distância.
— Tudo bem, mas quero que entenda uma coisa: se brincar com a vida da minha filha, aquele predador ali atrás vai caçá-los na floresta. Pense bem, você não pode correr mais rápido que ele! — a ameacei sem escrúpulos, temendo suas jogadas sujas.
— Não vou fazer nada, mas precisa nos dar tempo. O acordo é que nos deixará ir! Eu sei que já devem ter matado meu filho! Não vou deixar que tire também Alexia de mim!
Finalmente, chegamos a um acordo.
Qualquer um que ouvisse pensaria que as vítimas aqui eram ela e seus capangas.
— Filha, corra para mim quando eu disser um... Três! — comecei a contagem, olhando nos olhos de Lavinia.
Eu estava tão orgulhosa dela.
— Dois! — meu coração batia forte: bum, bum, bum.
O chapinhar da água do pântano apertava meu peito.
— Um! — finalizei a contagem, e vi quando ela soltou Lavinia. Eu fiz o mesmo com sua filha.
Apesar de tudo, era uma mulher honrada.
De verdade, eu pensava em entregar Alexia aqui e agora. Depois, veríamos.
Como em câmera lenta, vi Lavinia avançando ágil sobre as tábuas de madeira, levantando poeira no ar.
O balançar da ponte me deixava nervosa, o som das cordas de liana rangendo.
— Alexia, corre, filha, vamos! — ela a apressava, e chegou o momento em que se encontraram, o instante mais crítico.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...