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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 380

NARRADORA

Ele ergueu a cabeça e rugiu para os céus, um som gutural vindo do fundo da garganta que espantou os pássaros, fazendo-os fugir em bandos diante do predador supremo que estava prestes a emergir.

Alexia viu tudo, e um líquido amarelo e turvo escorreu por entre suas pernas; o cheiro acre, de medo e morte, impregnava o ar.

Mesmo assim, viu sua última chance de escapar, enquanto Elliot lidava com todas aquelas sensações estranhas que já não reprimia, deixando-as fluir como uma represa completamente aberta.

Ela se levantou com a urina escorrendo pelas coxas e começou a correr aos tropeços, afastando-se cada vez mais da fera.

Elliot caiu no chão, apoiado sobre as mãos e joelhos; as unhas negras, até mesmo as dos pés, se alongavam, rasgando as botas, duras como lâminas afiadas.

A mandíbula se remodelava, prestes a se expandir em um feroz focinho; sua pele ardia como se estivesse em carne viva, e os folículos se dilatavam para dar espaço à pelagem.

A transformação parecia iminente.

— NÃO! — o grito ecoou junto ao impacto de um corpo enorme que colidiu contra Elliot, fazendo-o rolar.

Ele rugiu, enfurecido, pronto para atacar.

— Aqui não, Duque, aqui não! — Aldo gritava, aguentando seus golpes cegos por puro instinto, até que Elliot recuperou um pouco da razão.

— Vamos, vamos para longe, precisamos seguir aquela mulher, mais longe, sua excelência, mais longe! — ele o arrastou pela mata fechada.

Elliot cambaleava, curvado, seu corpo forçado a interromper a transformação; sentia como se todos os ossos estalassem dentro da estrutura de músculos, tendões e pele.

Aldo estava certo, estavam muito perto da batalha.

Se alguém descobrisse que um lycan estava ali, seria o fim.

Os lycan eram mais chamativos que lobisomens comuns, mais colossais e brutais, mais bestiais e, ao mesmo tempo, evoluídos.

— Ele está perto, vamos lycan, logo você sairá, resista Duque, resista um pouco mais! — Aldo o carregava quase nos ombros.

Era difícil; Elliot parecia pesar toneladas.

A intimidação exalava de seu corpo em ondas, quase aterrorizando até mesmo o Alfa de Aldo, que era um lobo destemido.

— Me siga! — ele pediu, soltando-o por um momento.

Aldo correu em velocidade explosiva e se lançou sobre Alexia, que quase conseguia sair da floresta.

Em poucos minutos, ela estava de joelhos, as pernas e mãos amarradas, chorando inconsolavelmente.

— CALA A BOCA! — Elliot rugiu, e foi como se seu grito silenciasse instantaneamente os lábios ressecados da mulher.

— Minha família... preciso voltar... Aldo, eu preciso voltar... — repetia entre dentes, respirando pesado. — Preciso ir agora!

Elliot o segurou pelos ombros, perdendo mais uma vez a pouca compostura que havia recuperado.

— Eu entendo, mas se for a cavalo não chegará a tempo. Há outro caminho muito perigoso — Aldo assentiu, colocando sua astúcia em prática.

— Um homem não conseguiria atravessá-lo facilmente, mas um lycan, Duque... um lycan sim.

Aldo o encarou fixamente; havia percebido um detalhe importante.

O Duque rejeitava sua parte animal, parecia reprimida, não sabia controlar a transformação.

Elliot deu um passo para trás; seus olhos erráticos mostravam a tempestade em sua mente.

No fundo de sua alma, Elliot tinha medo de abrir completamente aquela prisão, mas temia ainda mais perder Katherine, e até mesmo Lavinia.

— Eu farei isso, eu farei...

379. O LYCAN DO DUQUE 1

379. O LYCAN DO DUQUE 2

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