PENÚLTIMO CAPÍTULO.
POV ALICE.
E lá estava ele parado na porta, todo imponente, lindo e nu como sempre. Darius estava ofegante, como se tivesse corrido até aqui. Ele me olhava como um predador, e eu me senti excitada em vê-lo assim. Darius entrou no quarto, sem desviar os olhos de mim, se quer um minuto. Parou na frente da minha cama, me olhou com intensidade e falou.
— Você pediu que eu viesse e aqui estou. — Falou sério, mas de repente aquela seriedade toda sumiu. Seu olhar se suavizou. Minha irritação agora deu lugar à ansiedade. Ele realmente veio me buscar. Percebi que ele esperava que eu falasse alguma coisa.
— Sim, pedi. Eu queria ouvir de você o pedido. Não gostei muito do que ouvi do seu pai. — Falei. Darius suspirou e falou:
— É, meu pai não soube transmitir minhas palavras. Não foi uma boa ideia enviá-lo. Eu estava pronta para vir te buscar, quando meus inimigos apareceram. — Contou.
— É, sua mãe me contou e como foi? — Perguntei.
— Matei cada um deles, mas não quero falar dos mortos agora. — Comentou.
— Pois bem. Me diga por que está aqui, Darius? O que queres de mim? — Perguntei tentando parecer séria, mas eu estava muito nervosa com o que ele falaria. Darius respirou fundo e começou.
— Alice, quero te dizer que te perdoo. Eu te amo e sempre amei, desde o momento que acordei no seu celeiro e você cuidou de mim. Eu te amei naquele momento, mas não conseguia admitir que estava amando uma humana. Quando Baltazar te reconheceu como nossa companheira, eu gostei, mas meu rancor e amargura me impediam de te aceitar como companheira. Mas, com o tempo, você foi invadindo meu coração e mente, de tal maneira que ficou impossível resistir e negar meu amor por você. Descobrir que você era responsável pela maldição, me magoou muito. A ponto de não querer te ver mais. — Falou Darius. Ele deu uma pausa e continuou.
— Quando soube sobre a gravidez, fiquei louco, pois acabará de mandar a deusa que amo embora com meu filhote na barriga. Então, engoli minha mágoa e resolvi te perdoar. Pois eu não posso viver mais sem minha companheira. Eu te quero para sempre ao meu lado. Vem comigo para nossa casa e vamos criar nosso filhote juntos. — Pediu, sendo sincero.
Soltei o ar que nem percebi haver segurado. Eu estava emocionada com suas palavras, com a declaração de amor que acabara de receber. E eu não hesitei. Pulei da cama e me joguei nos braços de Darius, sentindo seu cheiro amadeirado e quente me envolver. Ele me abraçou com força, como se quisesse garantir que eu nunca mais fosse embora. Meu coração batia acelerado, e naquele instante soube que estava exatamente onde deveria estar.
— Sim, Darius. Volto para casa com você. Quero construir nossa família juntos. — Sussurrei contra seu peito, minha voz embargada pela emoção.
Ele segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou, um beijo carregado de emoção, paixão e promessas de um futuro que finalmente poderia acontecer sem obstáculos. Lágrimas quentes escorreram pelo meu rosto, mas, dessa vez, eram de felicidade.
MESES DEPOIS…



Darius ainda não me marcou. Devido à minha gravidez, não posso me transformar, pois isso colocaria nossa filha em risco. Ele sempre coloca a mão na minha barriga e conversa com nossa pequena, seu olhar cheio de amor e admiração. Darius será um ótimo pai. Pensei distraída.
Estava sentada ao lado de minhas mães, Agatha e Abi. Assistíamos nossos companheiros jogando futebol, rindo e nos divertindo. Tudo parecia perfeito, uma felicidade simples e completa. Meu coração se enchia de gratidão. E então, aconteceu.
Darius fez um gol e eu, empolgada, me levantei para comemorar. Mas, de repente, senti algo escorrer entre minhas pernas e uma dor aguda me atingiu. Um calafrio percorreu minha espinha e minha respiração ficou ofegante. Arregalei os olhos e gemi, segurando minha barriga.
Darius, com sua audição aguçada, percebeu na mesma hora. Ele correu até mim, sua expressão tomada pelo pânico, e os outros vieram logo atrás. Minhas mães, sogra e amiga. Já estavam me apoiando nervosamente.
— O que aconteceu, amor? — Ele perguntou, sua voz carregada de preocupação, seus olhos procurando os meus, buscando respostas. Segurei sua mão com força, tentando conter a dor que se intensificava.
— Vai nascer… — murmurei, sentindo outra onda de dor me atingir, meu corpo se preparando para trazer nossa filha ao mundo.
O olhar de Darius se arregalou, mas logo ele me pegou nos braços sem hesitar. Meu peito se encheu de um misto de medo e emoção. O momento tão esperado havia chegado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.