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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 158

(Ponto de Vista de Victoria)

Os olhos âmbar de Ethan finalmente se voltaram para mim, carregados de uma mistura tão complexa de emoções que nem mesmo eu consegui decifrá-las completamente.

— O Dr. Bennett vai cuidar de você. Eu preciso garantir que Olivia receba a atenção médica adequada.

Sem dizer mais nada, ele a ergueu nos braços e saiu em direção à porta, deixando-me sozinha.

Logo, a fúria e o ciúme cresceram dentro de mim como uma tempestade. “Como ele ousava priorizar ela em vez de mim? Depois de tudo que eu havia feito para desmoralizá-la, depois de cada detalhe cuidadosamente arquitetado... Ele ainda escolhia ela?”

Empurrei o corpo para me levantar, disposta a segui-los, mas Dr. Bennett pousou a mão com firmeza sobre meu ombro.

— Srta. Frost. — Disse ele, com um tom sutilmente autoritário. — O Alfa deu ordens claras. Por favor, sente-se para que eu possa examinar seus ferimentos.

Lancei-lhe um olhar fulminante, tentada a empurrá-lo, mas sabia que isso destruiria a imagem inocente que eu tanto havia me esforçado para construir.

— Tudo bem. — Respondi entre os dentes, afundando novamente no sofá.

Enquanto Dr. Bennett limpava e enfaixava meus ferimentos, forcei-me a parecer calma e serena, mesmo com a mente girando, acelerada, cheia de novos planos e estratégias.

“Esse contratempo seria apenas temporário... Ethan podia estar abalado agora, mas, assim que tivesse tempo para refletir sobre o comportamento violento de Olivia, veria a verdade: que ela era instável, perigosa e fora de controle.

E eu garantiria isso!”

-

(Ponto de Vista de Ethan)

Em meio à confusão e à preocupação, com o coração disparado, carreguei o corpo desacordado de Olivia até o Abrigo Médico do Bando Crista de Prata. O peso dela, nos meus braços, era ao mesmo tempo familiar e estranho, trazendo à tona lembranças do que já havíamos sido.

— Preciso de um quarto privado. — Ordenei à equipe surpresa. — E chamem o Dr. Marcus Fletcher imediatamente.

Uma enfermeira beta correu à frente, abrindo a porta de uma das suítes exclusivas reservadas à liderança da matilha. Isso me permitiu colocar a Olivia com delicadeza sobre a cama, com os olhos fixos no corte profundo na palma da mão dela, causado durante a luta.

O Dr. Fletcher chegou poucos minutos depois, mantendo uma expressão neutra ao analisar a situação.

— Rei Alfa. — Cumprimentou, inclinando a cabeça com respeito. — O que aconteceu?

— Ela foi sedada. — Expliquei, evitando entrar em detalhes. — Você precisa examinar ela com atenção, especialmente a mão.

Enquanto o médico se concentrava em Olivia, comecei a andar nervosamente de um lado para o outro, tentando colocar os pensamentos em ordem. E o olhar dela, antes de apagar, ainda me assombrava: um ódio puro fundido a uma dor profunda de traição.

Então, com relutância, me afastei e fui tomar banho, deixando que a água quente aliviasse a tensão e acalmasse o desejo que ela havia despertado em mim.

“O que estava acontecendo comigo?” Por anos, mantive distância, convencido de que nosso vínculo estava destruído. No entanto, naquela noite, ao segurá-la e cuidar dela, algo dentro de mim se despertou.

Ao mesmo tempo, eu não podia ignorar o instinto de proteger Victoria. Ver Olivia avançar sobre ela com aquela faca havia acionado um reflexo primitivo em mim… De preservar a ordem e evitar o caos dentro da minha própria matilha.

Após sair do chuveiro, vesti-me apressado, ainda imerso na confusão. Em seguida, peguei o celular e disquei o número de Dr. Bennett.

— Como está a Victoria? — Perguntei direto.

— Estável. — Respondeu o curandeiro. — Embora o corte na testa tenha exigido pontos, não há sinais de concussão ou lesão grave.

— Perfeito. Fique com ela até que pegue no sono, e depois pode ir embora.

Desliguei o celular e voltei ao quarto, onde Olivia estava imóvel, com a respiração tranquila. Antes de deitar ao seu lado, hesitei brevemente, mas logo a puxei para os meus braços, acomodando suas costas contra meu peito, sentindo o encaixe perfeito, como sempre.

Enquanto a observava dormir, uma sensação de tranquilidade inesperada me envolveu. Não importava o que havia acontecido entre nós nem o que o amanhecer traria… Aquele momento parecia certo.

Assim, lembrando do seu antigo medo do escuro, deixei as luzes acesas de forma suave antes de fechar os olhos.

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