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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 151

— O que você quer de mim, Olivia? — Exigi. — Eu já reconheci meu erro e, mais do que isso, quero me desculpar pessoalmente com a Lily. O que mais poderia fazer?

Os olhos esmeralda dela se prenderam aos meus e, com uma intensidade ardente, fizeram-me recuar um passo.

— E quanto à Emma? — Perguntou, com a voz perigosamente baixa. — O que vai acontecer com ela agora que você sabe a verdade?

Pisquei, pego de surpresa pela pergunta, e respondi:

— Isso é entre mim e Lily, portanto a Emma não precisa ser envolvida.

— Não precisa ser envolvida? — A voz de Olivia se ergueu, com incredulidade. — Ela mentiu dizendo que tinha sido empurrada e, pior ainda, deixou Lily levar a culpa e a punição!

Balancei a cabeça, com os instintos defensivos se acendendo, e retruquei:

— Estamos falando de uma criança, Olivia. Crianças cometem erros e, às vezes, mentem...

— E a Lily? Ela também não era só uma criança? — Os olhos de Olivia cintilaram perigosamente. — Uma criança que você puniu sem ouvir o lado dela, uma criança que você deixou em pé, ao sol e com febre, enquanto consolava a agressora!

Senti minha raiva crescer e, com a minha aura de Alfa inflamando diante do desafio, perguntei:

— O que você quer que eu faça? Quer que eu puna a Emma agora? Isso a satisfaria?

— Exijo justiça pela Lily! — Declarou Olivia, firme mesmo diante da minha presença intimidadora. — Quero que Victoria e Emma assumam o que fizeram!

Minha paciência se rompeu, porque considerei aquilo um absurdo:

— Isso é ridículo. Sim, a Emma cometeu um erro infantil anos atrás, mas a Victoria não teve nada a ver com isso.

— Claro que ela estava envolvida! — Olivia gritou, enfim perdendo a compostura. — Ela vinha envenenando você contra a Lily e contra mim desde o começo!

Senti minha aura de Alfa se expandir e, com a raiva e a frustração tomando o pequeno chalé, as janelas tremeram de leve, de modo que vi Olivia estremecer apesar da própria coragem.

— Chega! — Rosnei, com a voz aprofundada pela influência do meu lobo. — Eu vim para fazer as pazes, não para ouvir suas acusações contra Victoria e Emma.

Olivia não recuou e, com a própria ira igualando a minha, rebateu:

— Não me surpreende que você as defenda. Mesmo ciente da verdade, prefere proteger a Emma, deixando a Lily arcar com as consequências da sua severidade.

— Você está sendo irracional. — Ele rosnou, com a voz mal soando humana. — Mesmo que a Emma tenha cometido um erro, ela ainda é uma criança, e isso não dá margem para tamanha retaliação.

— Retaliação? — Repeti, incrédula. — É isso que você pensa? Eu não estava pedindo retaliação, Ethan, e sim responsabilidade.

Ele balançou a cabeça, de modo displicente, já se virando para se afastar, e declarou:

— Essa conversa perdeu o sentido. O ódio que você sente por Victoria e Emma está te cegando, impedindo qualquer traço de racionalidade.

A acusação doeu, mas me recusei a recuar e, com o peito apertado, retruquei:

— E você está cego pela sua fascinação por elas para perceber como o manipularam!

Lutando para manter o controle, Ethan cerrou o maxilar com força, com o músculo da mandíbula pulsando antes de pronunciar sua sentença:

— Para mim, já deu. Vim ver a Lily e vou fazer isso, independente do que você diga.

Ele avançou para dentro do Bosque de Ipês, com os ombros largos rígidos de fúria.

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