— Otávio.
— Se eu ver você ou qualquer um da família Viana ofendêla mais uma vez, eu faço a família Viana sumir do mapa.
Encarando os olhos frios dele, o rosto de Otávio ficou pálido.
Oceana sentiu vagamente que o olhar nojento e obsceno de Otávio ainda estava sobre ela e quase vomitou.
Uma silhueta cobriu seu lado.
— Tudo bem?
Oceana balançou a cabeça. — Tudo bem.
Ainda bem que encontrou Murilo, senão...
— Vamos voltar para a Mansão Drummond para comer primeiro.
Oceana hesitou, e a dor de uma ferida antiga em seu joelho surgiu de leve.
Ela abaixou os olhos. — Está bem.
Ao chegar perto do carro, ela estendeu a mão por hábito para abrir a porta do passageiro.
A janela abaixou naquele momento, revelando um rosto gentil e bonito.
— Oceana, quanto tempo.
Aimée estava com os cabelos longos soltos sobre os ombros e uma maquiagem impecável.
A respiração de Oceana falhou. Sentiu algo roçar em seu coração, mas não demonstrou nada no rosto. — Quanto tempo.
Em seguida, ela abriu a porta de trás e entrou.
A explicação nos olhos de Murilo ficou presa na garganta, e seus olhos atrás dos óculos de armação dourada escureceram aos poucos.
Aimée disse com um sorriso: — Murilo, entre no carro. Se demorarmos mais, vai ficar tarde.
Murilo olhou para o perfil embaçado no banco de trás e seu pomo de adão se moveu. — Uhum.
Ele sentou no banco do motorista e ligou o carro.
Oceana virou o rosto para a janela, deixando apenas a parte de trás da cabeça fria para Murilo.
Nesse momento, Aimée se virou do banco da frente e entregou uma sacola de papel para trás. — Oceana, estes são os doces que o Murilo comentou que queria trazer para você da última vez. Eu aproveitei e comprei para ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Que Eu Achei que Era Negócio, Era um Amor Oculto