No hospital.
Amanda estava sentada na cama, observando em silêncio o pessoal que Maurício trouxera embalar suas coisas.
Ela estivera internada para fazer alguns exames por apenas alguns dias.
Mas a quantidade de coisas acumuladas ali era enorme.
Os presentes das marcas e tudo o que Maurício havia mandado estavam quase formando uma montanha.
— Dona Amanda, o Diretor Montenegro a trata tão bem! Essas coisas devem ser caríssimas, não acha?
A assistente disse isso com pura inveja na voz.
Amanda levantou o rosto, os olhos transbordando orgulho.
— Mas é claro, o Maurício sempre cuidou de mim desde que éramos crianças.
Mas, de repente, abaixou os olhos e um lampejo perverso passou por eles.
Se não fosse pela sua origem, seria ela quem teria se casado com a Família Montenegro naquela época.
Todo aquele poder e status poderiam ser dela, sem que precisasse se esforçar tanto.
Ao pensar nisso, Amanda voltou à realidade e virou-se para a assistente.
— Aquilo que eu mandei você fazer antes... todas as pontas soltas foram resolvidas? Não quero nenhum imprevisto.
A assistente rapidamente bateu no peito em garantia:
— Deixa comigo, a senhora pode ficar tranquila, eu...
As palavras dela foram interrompidas pelo toque repentino do telefone.
A assistente pegou o celular e, ao ver que era o agente de Amanda ligando, hesitou por um momento, mas logo atendeu, já colocando no viva-voz.
— Passe o telefone para ela.
Como as duas eram as únicas na enfermaria, era óbvio a quem o agente se referia.
Amanda interveio prontamente.
— Eu estou ouvindo.
Houve uma pausa na linha antes que a voz do agente soasse de novo.
— Você me prometeu que não deixaria nenhum rastro, e foi por isso que deixei você seguir com isso, e agora...
— O que você quer dizer? — Amanda franziu a testa. — Eu já resolvi tudo.
Ao ouvir aquilo, o agente deu uma risada fria.

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