Depois de falar, a mão dele avançou de novo.
Os punhos de Beatriz Vaz se apertaram ao lado do corpo, as unhas quase cravando na carne. Ela estava esperando uma oportunidade, mas ele a pressionava demais, ela simplesmente não conseguia se mover.
No momento em que a mão de Silas Miranda tocou sua gola, o coração de Beatriz afundou. Será que seu fim seria ali hoje?
Quando ela já estava quase em desespero, uma sombra surgiu do canto. O homem deu um chute na cintura de Silas, com uma força assustadora.
Silas gritou, voou longe, bateu na parede e rolou no chão, gemendo enquanto segurava a cintura: — Quem é? Quem ousa me bater, porra?! Eu vou acabar com você!
Beatriz abriu os olhos abruptamente. Contra a luz, uma figura alta estava de pé na sua frente.
A luz do poste vinha de trás dele, delineando seus contornos rígidos. O rosto do homem ainda estava um pouco pálido, a cor dos lábios clara, e aqueles olhos eram frios como lâminas.
Lorenzo Zhou!
A garganta dela de repente ficou apertada. Num instante, o coração começou a bater violentamente, fazendo-a ver esperança de novo!
— Estou aqui! Lorenzo!
Lorenzo olhou para ela. Não disse nada, o olhar ficando cada vez mais frio.
Beatriz se apoiou no chão e levantou. As pernas estavam um pouco fracas. Assim que se firmou, a primeira coisa que fez foi dar dois passos e acertar um chute forte em Silas, que estava no chão.
Silas soltou outro grito de dor.
Beatriz, ofegante, pegou o celular e ligou para a polícia.
...
Na delegacia, a luz pálida das lâmpadas incandescentes ardia os olhos.
Beatriz estava sentada no banco, ouvindo a voz do policial repreendendo Silas severamente na sala de interrogatório, sentindo-se esgotada.
Os dedos dela ainda tremiam, entrelaçados. As unhas cravavam na base do polegar para tentar se acalmar.
Não ousava imaginar o que teria sofrido esta noite se não fosse por Lorenzo.


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