Maurício ficou paralisado com a pergunta. O que sentia por Cecília?
Quando criança, ele tentava se aproximar. Mas parava, ao ver a indiferença no rosto dela. Só conseguia a atenção dela por meio de boas notas.
Mas Cecília só se importava com os estudos. Ele sempre chorava escondido à noite, e ela nunca ligou.
Ele se perguntava se era mesmo filho biológico, questionando como poderia existir uma mãe tão indiferente. Mas após descobrir a situação dela e ouvir o que tinham feito, não conseguia mais ter ódio.
Não era fácil para Cecília. Em um ambiente hostil, mesmo colocada na clínica de repouso, ainda mantinha o controle para planejar a vingança.
Se fossem parceiros de negócios, trabalhariam muito bem juntos. Mas ela era mãe dele. Maurício tinha sentimentos diferentes. Ele sempre quis a atenção dela, sem se prender no ódio frio.
Os olhos de Maurício marejaram.
Antes ele tinha raiva por causa de Alana. Mas agora que sabia a verdade, sentia-se culpado.
— É muito complicado.
Sim, era isso.
Uma emoção complicada.
Amor e ódio misturados.
Mas Maurício não conseguia largar a mãe.
Beatriz suspirou: — Então faça o que o seu coração mandar.
Ele olhou para ela e a abraçou devagar: — Obrigado, Beatriz. Você me dá consolo e força nas piores horas.
Beatriz forçou um sorriso. Maurício também a havia ajudado nos piores momentos dela.
Após levar Beatriz, Maurício foi procurar Alana na mesma noite. Ela coçou os olhos, confusa.
— Maurício, o que faz aqui a essa hora?

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