O homem que sempre fora calmo e controlado pareceu desmoronar naquele momento. Ele avançou rapidamente, tentando puxar Aurora para um abraço.
Ele olhava, sem acreditar, para essa garota magra à sua frente; ela era de fato a irmã que ele havia perdido por tantos anos.
Ela era tão pequena e magra, sem carne nenhuma nas bochechas, ele nem conseguia imaginar o quanto ela havia sofrido.
Por que, depois de tantos anos, a irmã esteve bem ao seu lado e ele nunca conseguiu descobrir nada?
Uma série de perguntas explodiram na mente de Maurício, mas agora tudo que ele queria fazer era abraçar a irmã com força; a alegria de recuperá-la enchia seu peito.
Beatriz não pôde deixar de se sentir feliz junto.
Gabriel olhou para eles, sentindo-se um pouco conflitado. Ele nunca imaginou que a bolsa de sangue que a mãe lhe encontrou seria logo a irmã do presidente do Grupo Drumond!
Isso... Quando Maurício descobrisse, ele tentaria atacar a Família Vaz?
Ele olhou furtivamente para a irmã mais velha, e Beatriz não parecia ter sido afetada por isso.
Parecia que ela ainda estava feliz pela reunião dos dois.
Gabriel franziu os lábios, sentindo-se temporariamente muito confuso.
Em comparação com os sentimentos diversos deles, Aurora parecia relativamente muito calma.
Ela permitiu que Maurício a abraçasse, enquanto as mãos dele tremiam de emoção, mas não expressou nenhuma reação.
Não se sabe quanto tempo se passou, talvez Aurora tenha se sentido incomodada, pois disse com indiferença: — Sr. Drumond, já abraçou o suficiente?
Essa era a lição que as várias experiências crescendo lhe ensinaram, e agora ela não desejava mais ter essas expectativas.
— Se você já terminou, pode me deixar ir embora? Amanhã ainda vamos sair do país.
— Sair do país?
Ao ouvir isso, Maurício franziu a testa. — Você vai estudar no exterior? Tem dinheiro suficiente? Se não tiver, o irmão...
Aurora recuou mais um passo, mantendo a distância. — Não, não deixe que essa conexão de sangue nos limite. Agora eu posso me sustentar sozinha e não preciso que você me dê nada, desde que você não venha atrapalhar minha vida.
Maurício olhava incrédulo para a garota distante à sua frente, com o coração apertando de dor. Aquela irmãzinha que vivia colada nele sorrindo docemente tinha desaparecido.

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