Dona Regina tinha razão. Ela não podia agir com pressa nessa questão, mas também sabia claramente que não iria desistir.
O experimento era o projeto inacabado deixado em suas mãos pelo seu mestre. Ela precisava concluí-lo.
Ela ajeitou suas emoções, pegou o plano de melhoria da reação de rejeição que havia organizado ontem e a rodada mais recente de dados de monitoramento de Nora e foi para o laboratório.
Ela importou os dados para o sistema de análise, acessou as curvas de mudança nos indicadores de Nora após a administração do medicamento e fez uma comparação detalhada com os dados de dias atrás. A intensidade da reação de rejeição estava visivelmente mais fraca, e essa era uma boa tendência.
Beatriz olhou para a tela por um bom tempo. O coração batia cada vez mais rápido em seu peito.
O plano de melhoria estava funcionando. O corpo de Nora aceitava o medicamento aos poucos.
Ela pegou o relatório de dados impresso, saiu rápido do escritório e foi até a sala de observação de Nora.
No momento em que empurrou a porta, seus passos pararam abruptamente.
Melissa estava ao lado da cama de Nora, segurando uma agulha de coleta de sangue na mão. Na bandeja ao lado, havia vários tubos de coleta a vácuo com etiquetas já fixadas.
A manga de Nora estava arregaçada acima do ombro. Naquele bracinho já tão fino, havia novas marcas de agulha.
A menina mordia o lábio inferior com força. Seus olhos estavam cheios de lágrimas, mas ela não chorava em voz alta.
O rosto de Beatriz ficou frio em um instante. Ela avançou rápido, agarrou o pulso de Melissa e a puxou da beira da cama. Sua voz era tão fria quanto gelo:
— O que você está fazendo? Ela não pode fazer tantos exames e coletas experimentais em um período de tempo tão curto. Ela é uma pessoa viva, não a sua máquina.
Melissa foi empurrada para trás e cambaleou dois passos, tropeçando antes de conseguir se firmar. Ela franziu a testa para Beatriz, e seu tom transbordava desdém:
— Beatriz, ficou louca? Este é o nosso trabalho de experimento. Você não pode simplesmente ter pena só porque ela é uma menininha. Eu te aviso, se atrasar o progresso do experimento, vou fazer você pagar caro.
Beatriz bloqueou a frente da cama de Nora com o rosto frio:
— Nós não somos mais do mesmo grupo. Você não tem o direito de interferir no meu experimento. Saia daqui agora, não me obrigue a pedir para alguém expulsar você.
Ela riu e virou-se para ir embora. Afinal, já havia conseguido os dados que precisava, não havia necessidade de perder tempo com Beatriz ali.
Beatriz virou-se devagar e voltou para a beira da cama. Ela olhou para a menina magra sentada na beirada, e seus olhos ficaram levemente vermelhos.
Ela se agachou na frente de Nora, estendeu a mão e abaixou delicadamente a manga que estava arregaçada, dizendo com voz suave:
— Nora, como você pode ser tão boazinha? Ela estava maltratando você, sabia?
Nora piscou. Os cílios ainda carregavam a lágrima que ela havia contido. Ela sorriu sem se importar:
— Irmã, mas eu queria que vocês não ficassem em uma posição tão difícil. Eu sei que você quer resultados. Esta é a única coisa que eu posso fazer.
A testa de Beatriz franziu. Ela segurou a mão de Nora, olhou seriamente nos olhos dela e disse:
— Fique tranquila, Nora. Eu sei o que estou fazendo. Você fazer isso não vai tornar os dados do experimento mais diretos, só vai desgastar o seu corpo. Da próxima vez que encontrar esse tipo de situação, seja corajosa e diga não, tudo bem?

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